terça-feira, 30 de agosto de 2011

Anvisa suspende liminar que impedia registro de medicamentos genéricos

 

Sindicado de Empresários de Produtos Farmacêuticos de Uberaba (Siemprofar) comemora a decisão do Superior Tribunal de Justiça  (STJ) de acatar o pedido da Anvisa em suspender a liminar que impedia o registro de medicamentos genéricos e similares da substância Oxalato de Escitalopram. Em sua decisão, o vice-presidente do STF, ministro Félix Fischer, ressaltou que a decisão tem como foco a saúde pública no Brasil.

O medicamento é uma droga indicada para o tratamento e prevenção de recorrência da depressão, transtorno do pânico, com ou sem agorafobia, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e fobia social.
 
O presidente do sindicato, Elmar Humberto Goulart, destaca que é de extrema importância ter esse tipo de concorrência. “Não conheço o motivo pelo qual está impedido de se registrar o genérico, mas, se está liberado, é porque realmente faz o mesmo efeito. Para o paciente que depende desse medicamento, é um ganho enorme”, completa. Goulart ainda complementa que o genérico hoje é de extrema qualidade, tanto quanto o medicamento de marca, justamente devido às regulamentações feitas pela Anvisa.
 
Em nota, a Agência pontuou que não utiliza quaisquer dados do dossiê de registro do medicamento de referência na análise sobre registro de medicamentos genéricos. As normas brasileiras estabelecem os requisitos de qualidade, de segurança e de eficácia dos medicamentos genéricos, incluindo o desempenho comparativo com os medicamentos de referência, em testes de equivalência farmacêutica e de biodisponibilidade. Esses estudos são realizados com o medicamento de referência disponível no comércio. (EK)

Notícia em Jornal da Manhã
http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,7,SA%DADE,49753
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Tribunal recomenda receitas sem marca

O Tribunal de Contas (TC) recomenda ao Governo que passe a ser obrigatória a prescrição de remédios apenas por denominação comum internacional, sem indicação do nome de marca do medicamento. 

Numa auditoria realizada à Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), o TC sugere ainda que devem ser promovidas iniciativas que "levem à obrigatoriedade de as farmácias substituírem o medicamento prescrito pelo genérico mais barato ou por um dos dois genéricos mais baratos". 

No documento, divulgado ontem, os relatores do TC sugerem a articulação de comparticipação de remédios com um futuro estatuto do doente crónico, medida que permitiria um "maior controlo da despesa pública em saúde". Para melhorar o sistema de comparticipação, é recomendado que, a exemplo do que acontece em países como a Bélgica, Dinamarca, Alemanha ou Noruega, possa ser feita a identificação de grupos socioeconómicos vulneráveis, "nomeadamente crianças em situação de pobreza".

No relatório de 462 páginas são analisadas várias vertentes da política do medicamento em Portugal. Sobre medidas para baixar a factura do Serviço Nacional de Saúde com os medicamentos, entendem os relatores do TC que uma alteração do preço de referência da média dos cinco genéricos para o genérico mais barato permitiria poupar por ano, nas quatro substâncias mais vendidas – Omeprazol, Sinvastatina, Losartan e Lansaparol – quase 25 milhões de euros.

Outra das sugestões respeita à redução de custos, com a promoção de hábitos de vida saudáveis. Sustenta o TC que a elevada despesa com remédios cardiovasculares e anti-psicóticos pode ser diminuída com educação alimentar e a criação de hábitos de prática de exercício físico desde a infância.

Notícia em Correio da Manhã
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/tribunal-recomenda-receitas-sem-marca
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Medicamentos genéricos precisam ser mais conhecidos pela população

Para o instituto de defesa do consumidor Proteste, faltam campanhas de esclarecimento a médicos e à população sobre esses medicamentos
Publicado em 24/08/2011, 18:32
Última atualização em 25/08/2011, 10:09


São Paulo - O Proteste, orgão de defesa do consumidor, vai sugerir ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que promovam campanhas para esclarecer profissionais de saúde e a população em geral sobre as vantagens dos medicamentos genéricos não só para o bolso como também para o tratamento médico.

Além disso, vai solicitar à Anvisa a elaboração de um programa de controle que aumente o grau de segurança desses produtos, bem como o estímulo a testes comparativos e independentes entre a versão genérica e de marca.

Estas são as principais propostas aprovadas na última terça-feira (23) no Seminário Internacional Proteste de Defesa do Consumidor, realizado em São Paulo, que teve como tema a relação entre medicamentos e consumidores no Brasil.

Segundo a coordenação do instituto, a entidade deverá mobilizar o Conselho Federal de Farmácia para que estimule a participação de profissionais certificados nas farmácias e drogarias brasileiras, garantindo maior segurança ao consumidor.

Além disso, vai pressionar o Congresso Nacional e os fóruns mundiaisi para o aperfeiçoamento da legislação brasileira sobre patentes de medicamentos, bem como incentivar campanhas que estimulem os consumidores a pedirem ao médico que prescrevam as versões genéricas dos medicamentos prescritos.

As propostas se baseiam no resultado de uma pesquisa do instituto, divulgada durante o evento. Os dados revelam que a maioria das pessoas entrevistadas confia na segurança e eficácia dos genéricos, o que não é compartilhado pelos médicos ouvidos.

Entre os consumidores ouvidos, 83% acreditam que os genéricos são tão eficazes quanto os medicamentos de referência, sendo que para 80% a segurança é idêntica. A maioria (90%) apontou facilidade na compra como uma vantagem.

Entre os médicos que responderam aos questionários, 45% alegam suspeitar que o processo de avaliação e controle de qualidade dos genéricos é menos rigoroso do que o dos de marca. Embora 92% afirmaram ter prescrito genérico a pedido dos pacientes ou para reduzir o custo do tratamento, para 44% deles esses medicamentos são mais vulneráveis a falsificações.

Para 30% desses profissionais, os genéricos não são tão eficazes e não são tão seguros; para 23% não são tão seguros como os de referência;  42% não têm o hábito de prescrevê-los; e, para 88%, os farmacêuticos infuenciam os consumidores a substituírem o medicamento prescrito pela versão genérica.

Esses medicamentos passaram a ser vendidos no Brasil a partir de 2000 e atualmente respondem por 21% das vendas de medicamentos no país. A taxa, considerada ainda pequena, se deve a ações dos grandes laboratórios na Justiça para prolongar o prazo de vigência das patentes das marcas de referência, o que impede a produção das versões genéricas, e também a pressões das empresas sobre os médicos.

Em sua palestra, o professor José Ruben de Alcântara  Bonfim, da Faculdade de Saúde Pública da USP, lembrou que os laboratórios farmacêuticos gastam com propaganda o dobro do que é aplicado em pesquisa de novos medicamentos. 

"Pesquisa do Conselho Regional de Medicina de São Paulo aponta que 93% dos médicos recebem brindes e benefícios dessas empresas, como viagens", afirmou Ruben, que defendeu ações educativas sobre os genéricos. "A população sabe apenas que custa mais barato. Já ouvi gente dizendo que esses medicamentos não teriam efeitos colaterais, o que é um absurdo. Afinal, têm os mesmos efeitos colaterais que os de referência".

Ele não poupou críticas à Anvisa. Segundo o professor, a cobrança de taxas para o registro de novos medicamentos (em torno de R$ 80 mil) coloca em dúvida a independência da agência em relação aos grandes fabricantes.

Presente ao seminário, o diretor adjunto da Anvisa, Norberto Rech, defendeu a idoneidade do órgão, alegando que as taxas recebidas são transferidas diretamente para o Tesouro Nacional.

Luciano Lobo, coordenador técnico da Pró Genéricos, entidade que representa os fabricantes do setor, ressaltou que esses medicamentos poderiam ser mais baratos se não fosse a incidências de impostos, principalmente sobre as matérias primas, que geralmente são importadas.

E destacou que a entidade está negociando novas alíquotas de impostos com setores do governo estadual paulista. "Por mais irônico que seja, medicamentos veterinários são isentos de impostos, enquanto que os para tratamento humano sofrem forte carga tributária".

Notícia em Rede Brasil Atual
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/saude/2011/08/entidade-defende-mais-atencao-aos-genericos
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Mais um efeito reparador

Pesquisadores da Unifesp fazem células-tronco adultas repararem dano grave nos rins de ratas. A hipótese é que essas células liberam substâncias que estimulam as células-tronco do rim a fazer o reparo. 
 
Por: Fred Furtado
Publicado em 29/08/2011 | Atualizado em 29/08/2011
 
Mais um efeito reparador
 
Pesquisadores paulistas extraíram células-tronco da medula óssea de ratos, as cultivaram no laboratório e as injetaram em ratas com infecção renal aguda e crônica. Essas células promoveram a recuperação do tecido danificado. (foto: NSF)

Mais uma para o currículo das células-tronco: foram capazes de reparar dano nos rins causado por insuficiência renal aguda e crônica. Os autores responsáveis pelo feito apresentaram o estudo na 26a Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe), realizada no Rio de Janeiro na semana passada.
 
As doenças renais hoje são epidêmicas, por isso estamos à procura de fenômenos de regeneração e prevenção de danos ao rim

A insuficiência renal aguda mata em 50% dos casos – se associada à infecção generalizada, as chances de morte chegam a 80% –, de acordo com o coordenador da pesquisa, o médico Nestor Schor, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “As doenças renais hoje são epidêmicas, disse Schor. “Por isso estamos à procura de fenômenos de regeneração e prevenção de danos ao rim.”

O médico ressaltou que temos todo o ‘equipamento’ orgânico necessário para regenerar órgãos e membros, mas, diferente de uma lagartixa, que automaticamente recria a cauda perdida, nossas células-tronco precisam ser ativadas. “Há um mecanismo repressor dessa função e precisamos entendê-lo”, comentou.

Eficaz contra muitos

Os pesquisadores extraíram células-tronco adultas da medula óssea de ratos, as cultivaram no laboratório e as injetaram em ratas com infecção renal aguda e crônica. “Utilizamos células de ratos porque marcamos o cromossomo Y com uma técnica de imunofluorescência, o que nos permite rastrear as células-tronco após a injeção”, explicou Schor.
Estrutura da gentamicina
 
Estrutura da gentamicina. (foto: Wikimedia Commons)
 
Os danos nos rins das ratas foram induzidos por vários agentes tóxicos a esses órgãos: gentamicina, um antibiótico ao qual muitas bactérias ainda não têm resistência; aciclovir, um antiviral usado contra herpes; a bactéria Escherichia coli e sua toxina; e radiação ionizante.

Os experimentos mostraram que as células-tronco injetadas migravam para o local da lesão e promoviam a recuperação do tecido danificado. “Mas essa regeneração não foi causada pela transformação das células injetadas em células renais”, afirmou Schor. “Acreditamos que as células-tronco liberem substâncias que estimulem as células do rim a realizar o reparo.”

A bala, não a arma

As substâncias a que o médico se refere são moléculas de RNA, citocinas e fatores de crescimento, entre outras. Elas são liberadas dentro de exossomas, pequenas vesículas que protegem esses compostos da degradação, o que aconteceria se fossem liberados diretamente na corrente sanguínea. Os exossomas se fundem com a membrana da célula-alvo, dando início ao processo de sinalização.

“Embora algumas células-tronco possam agir se diferenciando em outro tipo celular, no caso dos nossos experimentos a probabilidade é que a atuação seja por meio das substâncias levadas pelos exossomas”, reforçou o médico. 
Os pesquisadores estão se concentrando em testar e caracterizar as vesículas, bem como seu conteúdo

A conclusão se baseia no fato de a equipe ter obtido o mesmo resultado ao injetar nas ratas com insuficiência renal apenas o material do meio de cultura onde as células-tronco foram tratadas – e onde liberaram quantidade significativa de exossomas.

Os pesquisadores agora estão se concentrando em testar e caracterizar as vesículas, bem como seu conteúdo. “Estamos interessados na bala, e não na arma”, brincou Schor.

Fred FurtadoCiência Hoje/ RJ

Notícia em Ciência Hoje
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2011/08/mais-um-efeito-reparador
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Injeção de plasma e célula-tronco são armas anti-aging

28 de agosto de 2011 | 18h41 | atualizado às 18h41


Na guerra contra o envelhecimento, homens e mulheres de todo o mundo se submetem aos mais diferentes tratamentos estéticos na tentativa de barrar o tempo e evitar que as rugas marquem o rosto, entregando a passagem dos anos. O site australiano Body+Soul listou, neste domingo (28), dois dos procedimentos mais modernos do momento.

Se antigamente investia-se em liftings, de alto custo e semanas de recuperação, agora usa-se material biológico para restaurar o volume da pele, além de outras técnicas já conhecidas, como as injeções de toxina botulínica.

Lifting com células-tronco
 
Segundo o site australiano, esta técnica é uma transferência de gordura que tem sido usada nos EUA. Há décadas a técnica é usada para aumentar o volume da pele envelhecida e o transplante acontece com a gordura removida do quadril, tratada e reinjetada nas bochechas, por exemplo. Se antes as células morriam, agora os cientistas já encontraram células-tronco na gordura e, por isso, acreditam que a gordura com uma quantidade mais concentrada destas células, ao ser reinjetada, acaba sendo mais efetiva. Acredita-se que no futuro as células-troncos serão usadas para produzir fibroblastos, que são tecidos que conectam as células, para ajudar o corpo a fabricar mais colágeno e elastina.

Injeções de sangue
 
A técnica foi criada há cinco anos e apelidada de "vampiro facial", para tratar uma doença degenerativa, mas foi adaptada aos procedimentos cosméticos. O sangue do paciente é retirado, tratado e o plasma, separado para ser injetado em áreas como bochechas, acima do lábio e ao redor dos olhos. As plaquetas presentes no plasma contêm hormônios que ajudam na produção de colágeno. A técnica tem sido combinada ao laser de pérola, que causa microtraumas nos fibroblastos, levando a um aumento da produção de colágeno.
 
por: Terra
 
Notícia em Terra Mobile Brasil
http://m.terra.com.br/noticia?n=5317971&a=vidaeestilo&s=1&c=landvidaeestilo&e=especiaisvidaeestilo
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Músculos são criados em laboratório

Tecido muscular criado em laboratório

São Paulo- Cientistas conseguem, pela primeira vez, criar tecido muscular estruturado em laboratório.

A partir de células-tronco de ratos, pesquisadores da Universidade Eindhoven, na Holanda, deram um grande passo rumo à regeneração de tecidos humanos.
Em 2009, a mesma universidade havia conseguido um grande avanço na criação de tecido muscular sem utilizar células-tronco- apenas com células do músculo de porcos. O objetivo, na época, era criar uma solução para a alimentação mundial com uma espécie de carne de laboratório.

Dessa vez, os pesquisadores obtiveram células musculares orientadas na direção correta, mais firmes, e repletas de vasos sanguíneos de uma maneira muito simples que dispensa o uso de agentes bioquímicos:  aplicando tensão em uma direção.

O alinhamento das células é o que dá ao músculo sua força, porém pesquisas anteriores nunca havia conseguido criar células organizadas dessa forma.

As células-tronco foram colocadas em um tecido próprio para seu crescimento, de 2x8 mm, que foi esticado e preso com uma espécie de velcro. Ao se transformarem em células musculares, elas cresceram orientadas devido à tensão, o que fez com que as veias (cujas células-tronco também foram colocadas no tecido) se desenvolvessem automaticamente.

Noticia em INFO
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/musculos-sao-criados-em-laboratorio-30082011-10.shl
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Células-tronco raras da leucemia ajudam a prever evolução da doença



Uma pesquisa publicada recentemente na revista Nature Medicine avaliou a importância de células-tronco da leucemia, denominadas por LSC, para prever o resultado clínico da evolução deste tipo de tumor sanguíneo, avança o PIPOP - Portal de Informação Português de Oncologia Pediátrica.

As células LSC têm propriedades de células-tronco e são raras. As suas propriedades únicas podem indicar se os doentes com leucemia aguda irão responder à terapia ou se o tumor poderá regressar, pelo que são importantes indicadores da evolução da doença.

Os investigadores do Centro de Medicina Regenerativa McEwen, no Canadá, esperam que pesquisas mais aprofundadas sobre estas células possam garantir esforços para prevenir a doença e melhorar a sobrevida dos doentes em geral, promovendo a morte das células LSC.

Através de uma análise e comparação de células-tronco saudáveis, células-tronco da leucemia e dados clínicos, a equipa descobriu um conjunto de genes comuns às células normais e LSC. Os doentes que apresentavam níveis elevados de LSC tiveram menor sobrevida.

Os cientistas recordam que os genes identificados nas células-tronco da leucemia aguda podem ser novos alvos terapêuticos, usados para eliminar as LSC, além de serem potenciais biomarcadores deste tipo de leucemia, podendo ser utilizados para identificar os doentes que possam beneficiar de uma terapia mais agressiva.

2011-08-30 | 10:56
 
 
Notícia em POP/Portal da Oncologia Português
http://www.pop.eu.com/news/5302/26/Celulas-tronco-raras-da-leucemia-ajudam-a-prever-evolucao-da-doenca.html
Acesso em 30 de agosto de 2011.

A Nanotecnologia no combate ao câncer: conheça esse novo tratamento, 40 vezes mais eficaz!



A luta pela cura do câncer tem agora um grande aliado. A tecnologia, mais precisamente a "nanotecnologia": partículas menores que microscópicas, que irão transportar medicamentos direto para a região afetada pelo tumor.

Os grandes responsáveis: Pesquisas feitas pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Instituto de Pesquisa Médica Sanford-Burnham e Universidade da Califórnia em San Diego, nos EUA.

O novo tratamento, conforme os cientistas americanos, é capaz de aumentar em até 40 vezes a eficácia de medicamentos contra o câncer.

Veja como acontece: Primeiro as nanopartículas atravessam as finas paredes dos vasos sanguíneos para chegar ao tumor. Ali, desencadeiam um processo de coagulação. Isso faz as fibrinas (proteínas) se deslocarem para o tumor e, junto com elas, uma nova leva de soldados invisíveis que vão injetar o medicamento direto no local.

“O tratamento do câncer é muito duro porque as quantidades de drogas usadas são altas demais, os efeitos colaterais são muitos”, explica a engenheira química Simone Medeiros, que desenvolve um estudo parecido na Universidade de São Paulo. As nanopartículas permitem que as doses de remédio sejam menores e mais poderosas.

Já aqui no Brasil, também temos avançado nessa área. A pesquisa brasileira usa compostos químicos chamados polímeros. Eles “revestem” as partículas de medicamento e carregam, ainda, substâncias magnéticas. “Depois de injetada a solução com nanopartículas, podemos direcionar a ação delas com um imã direto para o tecido com câncer”, explica Simone.

Por enquanto, essas novidades ainda estão sendo testadas e devem demorar pra chegar aos hospitais. Os estudiosos sabem, porém, que está aí o futuro do combate ao câncer. “Sem dúvida, as nanopartículas representam um grande avanço, elas são a aposta para um tratamento mais eficaz”, conclui a pesquisadora brasileira. fonte: 3M do Brasil

O vídeo abaixo ilustra bem esse novo tratamento, e traz muita esperança para toda humanidade!
 Notícia em Mister Tube
http://www.mistertube.com.br/2011/08/nanotecnologia-no-combate-ao-cancer.html
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Especialistas querem incentivar consumo de cogumelos comestíveis no Brasil

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Especialistas de cinco países – Argentina, Brasil, China, Coreia do Sul e Holanda – participam do 6º Simpósio Internacional sobre Cogumelos no Brasil, de hoje (29) até a próxima quinta-feira (1º), em Brasília. O objetivo é trocar experiências científicas sobre o cultivo de cogumelos comestíveis, assim como mostrar os benefícios desse alimento.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Arailde Urben, atualmente, o consumo dos cogumelos comestíveis no Brasil por habitante é cerca de 160 gramas por ano. “A nossa meta é aumentar [o consumo], pois os cogumelos têm quantidade de proteínas quase equivalente à da carne, além de serem ricos em vitaminas, carboidratos, sais minerais, fibras e ter baixo teor de gordura”, disse.

De acordo com ela, na China, o consumo per capita chega a 10 quilos. “O simpósio será uma ótima oportunidade para divulgar a importância dos cogumelos comestíveis para a nutrição humana e incentivar o seu consumo pela população brasileira.”

O evento é organizado pela Sociedade Brasileira de Fungicultura (SBF), com o apoio institucional da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O encontro contará com a presença de profissionais formados ou graduandos e pós-graduandos dos cursos de agronomia, ciências biológicas, engenharia florestal, biotecnologia, genética e nutrição, além de produtores rurais, extensionistas e empresários. São esperadas durante os quatro dias cerca de 300 pessoas.

Da Agência Brasil

Notícia em Pernambuco.com
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110829143741&assunto=161&onde=Brasil
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Actividade física reduz em mais de 50% risco de recorrência e morte por cancro



Sobreviventes de cancro podem correr riscos de outros problemas de saúde no longo prazo, com possibilidade de recorrência do tumor, e uma das maiores causas disso é a inactividade física. É o que relata um novo artigo publicado pelo Macmillan Cancer Support, organização que orienta pacientes vítimas da doença no Reino Unido, avança o portal ISaúde.

O artigo traz novas evidências sobre a importância da actividade física para a recuperação de pacientes que tiveram cancro. Pessoas com risco de recorrência de cancro da mama, intestino e próstata podem reduzir o risco de morte em até 50% se realizarem níveis recomendados de actividade física.

No entanto, apesar das evidências trazidas pelos exercícios, uma pesquisa realizada pela Macmillan Cancer Support descobriu que muitos profissionais de saúde não estão conscientes disso e que a maioria não orienta os pacientes sobre o assunto. Mais da metade (56%) dos profissionais de saúde, como enfermeiros e oncologistas, não conversam sobre os possíveis benefícios da actividade física ou, na melhor das hipóteses, falam apenas com algumas pessoas.

"A evidência no nosso relatório mostra o quão importante é a actividade física no processo de recuperação do cancro. No entanto, pouca atenção aos benefícios tem sido dada por profissionais de saúde ou por serviços de saúde. É essencial que os serviços de actividade física sejam disponibilizados e prescritos a todos os pacientes com cancro. Estas pessoas ficariam surpresas se soubessem os benefícios trazidos pelas actividades físicas na recuperação da doença, reduzindo as probabilidades de ter que passar por um novo tratamento. Profissionais de saúde podem encaminhar pacientes para uma variedade de exercícios como fisioterapia e grupos de caminhada", disse Ciaran Devane, executivo principal da Macmillan Cancer Support.

Normalmente, pacientes com cancro são orientados a ficarem em repouso depois do tratamento. Porém, a nova pesquisa afirma que essa abordagem é ultrapassada e poderia coloca-los em risco. A médica oncologista Jane Maher diz que é preciso ocorrer " uma mudança cultural, de modo que os profissionais de saúde vejam a actividade física como parte integrante do tratamento, não apenas um complemento opcional".
 
2011-08-30 | 11:19
 
Notícia em POP - Portal de Oncologia Português
http://www.pop.eu.com/news/5306/26/Actividade-fisica-reduz-em-mais-de-50-risco-de-recorrencia-e-morte-por-cancro.html
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Ganhadores do Prêmio Nobel dão suporte à Homeopatia

O maior baluarte do ceticismo em relação à Homeopatia é a crítica às altas diluições dos medicamentos homeopáticos. Submetidos a sucessivas dinamizações e a uma diluição progressiva, o medicamento homeopático pode chegar a um ponto em que não se encontram mais as moléculas da substância que originou a solução. A bioquímica e a física newtoniana não aceitam que uma solução de tal natureza possa exercer algum efeito sobre a fisiologia orgânica e afirmam que o medicamento homeopático é feito de nada.  

 
    Todavia, recentemente a Homeopatia recebeu grande suporte de vários renomados cientistas, entre eles dois laureados pelo Prêmio Nobel.
 
    O Dr. Luc Montagnier, virologista francês que ganhou o Prêmio Nobel de Medicina em 2008 por ter descoberto o virus da AIDS, surpreendeu a comunidade científica com um poderoso suporte para a medicina homeopática. Em uma memorável entrevista concedida à revista Science, de 24 de Dezembro de 2010 (1) o Prof. Dr. Montanier, que é também fundandor e presidente da World Foundation for AIDS Research and Prevention, afirmou: “Eu não posso dizer que a Homeopatia está certa em tudo. O que eu posso dizer agora é que as altas diluições (usadas na Homeopatia) estão certas. Altas diluições de uma substância não são ‘um nada’. Elas são estruturas de água que mimetizam as moléculas originais.” Nesta entrevista, Montagnier explicava sua mais recente pesquisa, conduzida em parceria com um grupo de investigadores renomados, que demonstrou ondas eletromagnéticas emanadas do DNA altamente diluído de vários patógenos. Ele atesta: “Nós observamos que o DNA produz mudanças estruturais na água, que persistem mesmo nas altíssimas diluições, conduzindo sinais de eletromagnéticos ressonantes que podemos medir.”
 
    Montagnier afirma que essas observações vão levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para muitas doenças crônicas, incluindo – mas não se limitando a – a Doença de Alzheimer, o Mal de Parkinson, a esclerose múltipla, o autismo, entre outras. Ele escreveu pela primeira vez sobre esses impressionantes achados em 2009 (17) e então, em meados de 2010, ele palestrou em um prestigiado encontro de colegas laureados pelo Prêmio Nobel, onde ele expressou interesse pela Homeopatia a as implicações desse sistema de medicina (18).
 
    Outro valioso suporte destaca-se no parecer do Dr. Brian David Josephson, Ph.D, Emérito Professor da Cambridge University, na Inglaterra, ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1973. Ele afirma que as críticas à Homeopatia, centradas em torno do número de partículas encontradas na solução após as sucessivas diluições, estão fora da questão, uma vez que a homeopatia preconiza que os efeitos dos seus remédios são atribuídos não a moléculas presentes, mas sim a modificações na estrutura da água impressas pela substância inicial.
 
    Segundo Dr. Josephson, uma análise simplista de uma mente condicionada à física mecânica pode sugerir que a água, sendo um fluido, não poderia ter uma estrutura capaz de reter informações. Todavia, estudos conduzidos em torno dos cristais líquidos, que fluem como um líquido comum e ao mesmo tempo mantém uma estrutura ordenada através de distâncias macroscópicas, mostram as limitações daquele modo de pensar.
 
    Dr. Josephson conclui: “Não existem, até o máximo do meu conhecimento, quaisquer refutações à Homeopatia que persistam depois que este ponto é levado em consideração.”
 
    Tanto Montagnier quanto Josephson fizeram referências a outro renomado cientista que defende a Homeopatia: o Dr. Jaques Benveniste. Este respeitado imunologista francês conduziu um estudo, reproduzido em três outros laboratórios universitários e publicado na Revista Nature (19), no qual doses extremamente diluídas de substâncias foram capazes de criar efeitos sobre células brancas do sangue chamadas de basófilos. Montagnier considera Benveniste um verdadeiro “Galileu moderno”, que estava muito à frente do seu tempo e que também sofreu ataques por postular temas médicos e científicos que os ortodoxos enganosamente negligenciaram, ridicularizaram e até mesmo demonizaram.
 
    Numa outra linha dessa confirmação maciça da Homeopatia, um novo estudo conduzido no respeitado Indian Institutes of Technology confirmou a presença de “nanopartículas” da substância original mesmo em diluições extremamente altas. Os pesquisadores demonstraram por Microscopia Eletrônica de Transmissão (TEM), difração de elétrons e Espectrometria de Emissão Atômica/ Plasma Acoplado Indutivo (ICP-AES), a presença de entidades físicas nessas diluições extremas (24).
 
    Devemos aqui ressaltar que a maioria dos estudos clínicos com medicamentos homeopáticos que foram publicados em jornais científicos demonstraram resultados clínicos positivos (3, 4), especialmente no tratamento de alergias respiratórias (5, 6), influeza (7), fibromialgia (8. 9), artrite reumatóide (10), diarréias da infância (11), recuperação no pós-operatório de cirurgias abdominais (12), déficit de atenção (13) e redução dos efeitos colaterais dos tratamentos oncológicos convencionais (14).
 
    Embora a Homeopatia persista contra grandes resistências durante mais de 200 anos em todo o mundo, sendo a medicina complementar mais usada pelos médicos europeus; apesar de todas as confirmações científicas apresentadas e de ser considerada Especialidade Médica no Brasil, a maioria dos médicos e cientistas convencionais expressam uma posição crítica sobre sua eficácia, devido às diluições extremamente altas dos medicamentos usados. 
 
    O ceticismo em relação a qualquer tema é importante para a evolução da ciência e da medicina. Entretanto, citando o Nobelista Brian Josephson, muitos cientistas parecem ter uma “descrença patológica” em certos temas, o que vem criando ultimamente uma atitude insalubre e anticientífica destinada a bloquear a verdade e a ciência.
 
     Para concluir, deixo uma frase de Dana Ullman, Mestre em Saúde Pública nos EUA: “À luz destas novas pesquisas, pode-se agora afirmar que qualquer pessoa que diga ou sugira que os medicamentos homeopáticos são feitos de nada é simplesmente um desinformado ou não está sendo honesto.” (*)
   
(*) Todas as referências encontram-se na matéria:
 
Ullman, Dana. Luc Montagnier, Nobel Prize Winner, Takes Homeopathy Seriously.
 
http://avilian.co.uk/2011/01/luc-montagnier-nobel-prize-winner-takes-homeopathy-seriously/
 
Notícia em Dhyana Yoga
http://www.dhyanayoga.com.br/site/artigos/medicina-ayurvedica/ganhadores-do-premio-nobel-dao-suporte-a-homeopatia/
Acesso em 30 de agosto de 2011.

A homeopatia trata o doente e não a doença

Cada paciente tem um remédio homeopático específico para a sua enfermidade.

É com a máxima de que a homeopatia não trata a doença e, sim, o doente, considerando-o na totalidade de seus aspectos, abrangendo as realidades físicas e psicomentais dos indivíduos em suas interações, que a homeopatia ganha seus adeptos. Esse conceito homeopático de saúde, adotado há mais de 200 anos por essa ciência, está de acordo com a definição moderna de saúde dada pela Organização Mundial de Saúde (OMS): "a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de afecções ou enfermidades”.

O criador da homeopatia, Christian Friedrich Samuel Hahnemann, nasceu na Alemanha, em 1755, e formou-se em medicina aos 24 anos, exercendo a profissão por algum tempo, quando a abandonou, por não concordar com as práticas médicas da época, sentindo-se impotente para tratar os doentes. Foi traduzindo um livro de Cullen, médico escocês, que tomou enorme interesse sobre o relato dos quadros clínicos de intoxicação por quinino em operários e observou a semelhança com o quadro clínico da malária. Ele não aceitou as explicações ali contidas, de que a China officinalis, vegetal que cresce em regiões tropicais da América, curaria o quadro sintomático de febre e frio intermitentes, típicos da malária, por ser uma droga adstringente ou amarga. Associou então o Princípio da Semelhança, já identificado por Hipócrates há 460 a.C., como uma lei natural de cura e do poder curador do próprio organismo e decide experimentar a ação dessa substância em si mesmo.

Ao experimentar fortes doses de China officinalis, durante vários dias, observou paroxismos de frio e febre, sintomas idênticos ao das febres que são curadas por essa mesma substância. Em sua prática médica, havia visto quadros semelhantes e os havia curado com a China off. Hahnemann, a partir dessa experimentação, aprofundou seus estudos sobre a Lei dos Semelhantes, Similia Similibus Curantur, que consiste no emprego de uma substância medicamentosa capaz de produzir, em pessoas sadias, sintomas “artificiais” e semelhantes àqueles do doente que se pretende curar.

A aplicação da Lei dos Semelhantes possibilita:

1. Aproveitar a reação do organismo para o combate às doenças – Ação curativa
2. Aumento ou restauração da capacidade de autodefesa – Ação preventiva

O estímulo à reação do organismo, no sentido de combater a doença, se faz através de medicamentos homeopáticos derivados de substâncias dos reinos vegetal, mineral, animal e preparados segundo a farmacotécnica homeopática, que obedece a critérios definidos de diluições e sucussões das substâncias. Tal processo é denominado dinamização e favorece a liberação da propriedade terapêutica bioenergética das substâncias medicamentosas. Sob a ação dos medicamentos homeopáticos, ocorre, naturalmente, o estímulo à intencionalidade curativa do próprio organismo, conferindo eficiência ao sistema imunológico.

Diferentemente da homeopatia, a medicina convencional denominada alopatia, baseia-se na Lei dos Contrários, combatendo as enfermidades com remédios que provocam no organismo o oposto aos sintomas da doença. Diante de um quadro de febre, por exemplo, um alopata receitará um antitérmico para qualquer paciente que apresente esse sintoma, sem considerar suas individualidades.

“O medicamento homeopático, como qualquer outro, não fica dispensado  de uma prescrição realizada por profissional habilitado e da atenção farmacêutica, que pode determinar a melhor conduta durante o tratamento”.

Para a homeopatia, os sintomas constituem a linguagem característica e individual usada pelo corpo para registrar qual a ordem do seu desequilíbrio. A terapêutica é individualizada, levando em conta o biótipo, a forma peculiar que cada um tem de reagir diante dos agentes externos, a modalidade do sintoma, a relação dos sintomas mentais com os orgânicos e o temperamento.

Os remédios homeopáticos apresentam-se em diversas formas farmacêuticas de uso interno e externo. As formas mais comumente prescritas são as gotas e os glóbulos, de uso interno, veiculados em água ou soluções hidroalcoólicas e sacarose (açúcar da cana), respectivamente, porém, existem diversas outras apresentações de medicamentos homeopáticos, desde comprimidos até géis, pomadas e supositórios, entre outras.

O medicamento homeopático, como qualquer outro, não fica dispensado de uma prescrição realizada por profissional habilitado e da atenção farmacêutica, que pode determinar a melhor conduta durante o tratamento, orientando o paciente quanto aos cuidados que deverão ser tomados na utilização e conservação do medicamento e em relação às demais variáveis que podem contribuir para a melhoria e manutenção de sua saúde. O seu uso inadequado também pode mascarar sintomas ou sugerir interpretações equivocadas quanto à evolução do paciente.

A homeopatia está se expandindo, constituindo atualmente uma das terapias oferecidas no Sistema Único de Saúde (SUS). A entrada da homeopatia no SUS é resultado da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), criada pela Portaria nº 971, de 3 de maio de 2006. A Portaria nº 3237, de dezembro de 2007, do Ministério da Saúde, inclui os medicamentos homeopáticos que integram a Farmacopéia Homeopática Brasileira na rede SUS, em conformidade com o que recomenda a PNPIC. A oferta do tratamento homeopático na rede pública traz benefícios econômicos, já que, quando comparado a muitos medicamentos alopáticos, seu custo é reduzido. Contudo, o maior benefício está em trazer o sucesso terapêutico homeopático na restauração da saúde do paciente de forma duradoura e numa maior possibilidade de melhoria na qualidade do atendimento à população.

Referências:


Notícia em iSaúde Bahia
http://www.isaudebahia.com.br/noticias/detalhe/noticia/a-homeopatia-trata-o-doente-e-nao-a-doenca/
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Farmácia da USP terá centro de P&D

Agência FAPESP – A Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade de São Paulo (USP) lançou projeto para construção de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento.

Com inauguração prevista para o segundo semestre de 2012, o objetivo do novo prédio é dar melhores condições para o desenvolvimento de pesquisas para a unidade.

Segundo Jorge Mancini, diretor da FCF, o novo centro será fundamental para a continuidade do aumento do número de pesquisas realizadas não somente pela FCF, mas pela USP como um todo.

Localizado na Rua do Lago, na Cidade Universitária, o prédio contará com cerca de 2 mil metros quadrados de área construída, dividido em quatro pavimentos.

No andar térreo ficará a Central Analítica, que será destinada a todos os departamentos da FCF e para outras unidades da USP e de outras instituições. O objetivo da Central será facilitar a integração entre diferentes grupos de pesquisas, de diversas áreas e unidades.

O primeiro andar abrigará os laboratórios do Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental, e o segundo, do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas.

Já o terceiro andar abrigará uma área de “multiusuários”. Nele, serão instalados laboratórios que estarão disponíveis para todas as áreas da unidade e com livre acesso a todos os professores. Entre os laboratórios haverá um na área biomolecular, com características nível dois de biossegurança, que estará disponível para experimentos.

A cobertura do prédio terá infraestrutura de vigilância, limpeza e áreas técnicas, além de uma passarela de interligação do centro com os blocos da unidade.

As obras devem ser iniciadas ainda em 2011, assim que estiver concluído o processo de licitação, conduzido pela própria unidade, com acompanhamento da Coordenadoria do Espaço Físico da USP (Coesf).

Com investimento da ordem de R$ 4,5 milhões, o prazo para entrega do empreendimento será de 10 a 12 meses, contados a partir do início das obras.

Mais informações:

www4.usp.br/index.php/institucional/22100-novo-centro-de-pesquisas-da-fcf-tem-inauguracao-prevista-para-2012 

Notícia em AgoraVale
http://www.agoravale.com.br/agoravale/noticias.asp?id=32892&cod=1
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Novo medicamento para elevar o "colesterol bom" traz resultados promissores


Um trabalho realizado com o dalcetrapid, uma proteína de transferência do colesterol estereficado (PTCE), apresentado no Congresso Europeu de Cardiologia, demonstrou que esta medicação é capaz de elevar os níveis do HDL-colesterol ("colesterol bom"), mas sem aumentar a pressão arterial, uma complicação observada com o torcetrapid (medicação do grupo do dalcetrapid que não foi aprovada para uso clínico).
O HDL-colesterol é um fator de proteção contra as doenças cardiovasculares, ou seja, quanto mais elevado o seu nível (idealmente acima de 50 e 60mg/dl em homens e mulheres, respectivamente), menor é o risco cardiovascular. O Congresso Europeu de Cardiologia está sendo realizado na cidade de Paris (França) até o dia 31 de agosto.

Neste congresso foram apresentados os resultados de um pequeno estudo piloto chamado dal-VESSEL, cujo autor principal é o Dr. Thomas Lüscher (Universidade de Zurique, Suíça). O pesquisador informou que o tratamento de 476 pacientes (por 36 semanas) com 600 mg diários de dalcetrapib resultou em um aumento dos níveis de HDL-colesterol na ordem de 31%, quando comparados aos pacientes que receberam placebo.A grande maioria dos pacientes recebeu estatinas, as drogas mais utilizadas para reduzir os níveis do LDL-colesterol ("colesterol ruim").

"Acho que podemos dizer que o dalcetrapid é seguro, e que não existem efeitos adversos como outros inibidores da PTCE. O medicamento é menos potente que o torcetrapib, que aumentava o HDL-colesterol na faixa de 60% ​​a 70%, no entanto, aumentava também a pressão arterial", disse o Dr. Lüscher.

Os resultados deste pequeno estudo deverão ser melhor avaliados em um grande estudo de fase III, chamado dal-OUTCOME trial, que pretende avaliar 15.600 pacientes com síndromes coronarianas agudas, ou seja, vítimas de um ataque cardíaco. O Dr. Lüscher disse que os primeiros resultados deste estudo poderão estar disponíveis no início de 2013.

Fonte: Congresso Europeu de Cardiologia.

Notícia em Portal do Coração
http://portaldocoracao.uol.com.br/tratamentos/medicamento-e-a-nova-promessa-para-elevar-o-colesterol-bom
Acesso em 30 de agosto de 2011.

AstraZeneca apresenta dados de revisão do ensaio do Brilinta®

30/08/2011 - 11:22
 

Que mostram menos mortes entre doentes submetidos a cirurgia de revascularização do miocárdio tratados com o fármaco

Dados do estudo PLATO, apresentado segunda-feira no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, mostram menos mortes entre pacientes submetidos a cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) tratados com Brilinta® (ticagrelor) da AstraZeneca, quando comparados com os doentes que receberam o Plavix® (clopidogrel) da Sanofi e da Bristol-Myers Squibb, avança o site FirstWord.

"Esses dados podem ajudar a entender melhor os factores que contribuem para a capacidade do Brilinta® para fornecer resultados superiores aos do clopidogrel em pacientes com síndrome coronariana aguda, nomeadamente quando uma intervenção cirúrgica como a revascularização do miocárdio é exigida", comentou o investigador Christoph Varenhorst.

A companhia explicou que a revisão categorizou as causas de morte em 1261 pacientes submetidos à cirurgia de revascularização em sete dias após a descontinuação de um dos tratamentos orais antiplaquetários. Os dados mostraram que as taxas totais de mortes vasculares a partir do momento da CRM até o final do estudo para os grupos a tomar Brilinta® ou Plavix® foram de 4% e 7,5%, respectivamente, enquanto as taxas de morte não-vascular foram 0,6% e 1,7%. Os resultados também mostraram que houve menos mortes relacionadas com ataque cardíaco, insuficiência cardíaca, arritmia/morte súbita, hemorragia AVC/sangramento hemorrágico intracraniano e sangramentos/hemorragias entre os doentes tratados com Brilinta®, em comparação com Plavix®.

A AstraZeneca, que comercializa o medicamento na Europa sob o nome Brilique®, disse que, entre os factores que causam ou contribuem directamente para a morte, a hemorragia e infecção foram relatadas em 27 e 16 de 629 pacientes, respectivamente, no grupo a tomar Plavix®, contra 9 e 6 de 632 pacientes no grupo a tomar Brilinta®.

Uma análise apresentada no ano passado, que incluiu a mesma população que este estudo actual, demonstrou uma redução na mortalidade total de 51% com Brilinta®, em comparação com Plavix®, avançou a companhia.
 
 
Noticia em rcm pharma
http://www.rcmpharma.com/actualidade/medicamentos/30-08-11/astrazeneca-apresenta-dados-de-revisao-do-ensaio-do-brilinta
Acesso em 30 de agosto de 2011.

FDA emite carta de resposta completa para Ilaris® da Novartis

30/08/2011 - 11:38
 

A Novartis anunciou esta terça-feira que a FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA) emitiu uma carta de resposta completa sobre o pedido da companhia para a aprovação do Ilaris® (canacinumab) para pacientes com artrite gotosa. A empresa disse que a entidade reguladora solicitou informações adicionais, incluindo dados clínicos sobre o perfil de benefício-risco em pacientes refractários, avança o site FirstWord.

O pedido, que foi submetido nos EUA no primeiro trimestre deste ano, baseou-se em dados de dois ensaios de fase final que demonstraram que doentes com artrite gotosa que tomaram o fármaco durante um ataque experimentaram alívio da dor superior a 72 horas, comparados com doentes que receberam o esteróide injectável acetonido de triancinolona esteróides. Doentes que receberam o fármaco da Novartis também experimentaram uma redução significativa do risco de novos ataques ao longo de seis meses em comparação com triancinolona, avançou a farmacêutica.

Novartis disse que o Ilaris® foi geralmente bem tolerado nos ensaios, mas referiu que os eventos secundários, incluindo infecções, foram relatados com mais frequência entre pacientes que receberam o medicamento experimental, em comparação com os a quem foi administrado o esteróide injectável. Em Junho, um painel consultivo da FDA manifestou-se contra a aprovação do Ilaris para tratar ataques de gota devido a preocupações sobre possíveis efeitos secundários.

A farmacêutica também indicou segunda-feira que continua empenhada em avaliar o Ilaris® em doenças inflamatórias em que a interleucina 1- beta desempenha um papel fundamental.
 
 
Notícia em rcm pharma
http://www.rcmpharma.com/actualidade/medicamentos/30-08-11/fda-emite-carta-de-resposta-completa-para-ilaris-da-novartis
Acesso em 30 de agosto de 2011.

UE aprova Fampyra® da Biogen para doentes com disfunções da marcha

30/08/2011 - 11:21

A Biogen Idec acaba de anunciar, em comunicado de imprensa, que recebeu autorização de Introdução no Mercado Condicionada, emitida pela Comissão Europeia, para distribuição do Fampyra® (comprimidos de fampridina de libertação prolongada) nos diversos países da zona euro. Esta nova terapêutica melhora a capacidade de marcha em doentes adultos com Esclerose Múltipla (EM) que apresentem EDSS entre 4 e 7.

O Fampyra® é o primeiro tratamento que demonstrou ser eficaz em pessoas com todos os tipos de EM, tanto nos surtos como nas fases de remissão, como em formas progressivas e pode ser usado em monoterapia ou concomitantemente com outras terapêuticas para a EM, incluindo medicamentos imunomoduladores.

“Com esta aprovação da Comissão Europeia, o Fampyra® vai poder fazer a diferença na vida de milhares de doentes independentemente do seu tipo de EM”, explica o Prof. Dr. Bernd C. Kieseier do Neurological Hospital da Universidade de Dusseldorf, na Alemanha. “A diminuição funcional causada pela EM, em especial a disfunção da marcha, tem um grande impacto na vida dos doentes com EM, quer a nível físico, quer emocional. Assim, o Fampyra® surge como a solução terapêutica para um problema que até aqui não tinha tratamento”.

Os doentes com EM consideram, à medida que a doença evolui, que a marcha é a função mais importante. A perda da capacidade de andar significa uma perda da independência, da capacidade de trabalho e, consequentemente uma redução do seu nível de rendimentos.

“A disfunção da marcha é uma das consequências mais devastadoras da EM e das que mais preocupa os doentes, pois tem um grande impacto na qualidade de vida assim como na contribuição para a vida em sociedade”, afirma Douglas E. Williams, Vice-Presidente do departamento de I&D da Biogen Idec. “Há doentes com EM em todo o mundo a beneficiar de terapêuticas da Biogen Idec e o Fampyra® é o terceiro produto que a companhia traz para a Europa. Estamos muito satisfeitos por oferecer aos doentes esta nova terapêutica oral que melhora a capacidade de andar”.

O Fampyra® foi desenvolvido pela Acorda Therapeutics, Inc., que comercializa o medicamento nos Estados Unidos sob o nome comercial Ampyra® (dalfampridina) comprimidos de libertação prolongada, 10 mg. A Biogen Idec irá agora comercializar e desenvolver o produto fora dos EUA, sob um acordo de licenciamento com a Acorda.

“Estudos demonstram que mesmo pequenas disfunções da marcha podem ter um impacto negativo na vida do doente. A aprovação europeia do Fampyra® permite que pessoas com EM tenham acesso a uma nova terapêutica que melhora a capacidade de andar em disfunções de ligeiras a graves", disse Ron Cohen, Director-geral da Acorda. "Desde o seu lançamento nos Estados Unidos em 2010, este medicamento foi prescrito a dezenas de milhares de pessoas com EM. Continuaremos a trabalhar com a Biogen Idec para poder levá-lo para cada vez mais países”.

O Fampyra® aumenta a função neurológica através da melhoria da condução dos impulsos nervosos através dos neurónios desmielinizados. Em ensaios clínicos, os doentes que responderam ao Fampyra® tiveram uma melhoria de velocidade da marcha de 25% e ficou demonstrado que o Fampyra® traz grandes melhorias à capacidade de andar.

O Fampyra® vai estar disponível na Europa a partir de Setembro de 2011, sendo a Alemanha o primeiro país a comercializar o medicamento. Em Portugal, o medicamento irá agora ser submetido ao INFARMED para obter comparticipação.

Sobre o Fampyra®

Fampyra® é uma formulação em comprimidos de libertação prolongada da substância activa fampridina (4-aminopiridina, 4-AP ou dalfampridina). Fampyra® foi desenvolvido para melhorar a marcha em doentes adultos com esclerose múltipla. Na EM, a mielina danificada expõe canais na membrana dos axónios, levando a fugas de iões de potássio e ao enfraquecimento da corrente eléctrica enviada através dos nervos. Há estudos que demonstram que fampridina pode aumentar a condução ao longo dos nervos danificados, o que pode resultar numa melhoria da capacidade da marcha. Esta fórmula de libertação prolongada foi desenvolvida e está a ser comercializada nos EUA pela Acorda Therapeutics, Inc. sob o nome comercial AMPYRA (dalfampridina) comprimidos de libertação prolongada, 10 mg.
 
 
Notícia em rcm pharma
http://www.rcmpharma.com/actualidade/medicamentos/30-08-11/ue-aprova-fampyra-da-biogen-para-doentes-com-disfuncoes-da-marcha
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Justiça concede liminar para fornecimen​to de medicamento a pacientes do SUS

Foi deferida nesta segunda-feira (29), em Dourados, liminar na Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal em nome de Adriano Soares Santos contra a União Federal, Estado e Município. O paciente sofre de dores neuropáticas e agora terá acesso gratuito ao medicamento gabapentina, essencial para o seu tratamento.

Pelo poder público, o medicamento gabapentina é fornecido apenas aos pacientes portadores de epilepsia, mas no caso de Adriano, o uso é indispensável. Sendo assim, foi necessária a abertura da Ação Civil Pública junto ao MPF, para que o autor e todos os outros civis tenham acesso ao medicamento, a fim de amenizar as dores e melhorar a condição de saúde. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal já aprovou o fornecimento pelo SUS do referido medicamento para portadores de dores neuropáticas de Brasília.

Conforme a decisão do Juiz Federal Substituto Moisés Anderson Costa Rodrigues da Silva, titular da 1ª Vara de Dourados, definiu-se que os réus deverão fornecer a Adriano Soares Santos o medicamento referido, no prazo máximo de cinco dias e a toda a população de Dourados em até trinta dias, até a decisão final da ação, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00 em caso descumprimento da decisão, à qual cabe recurso.

Noticia em Midiamax News
http://www.midiamax.com/noticias/767069-justica+concede+liminar+para+fornecimen+8203+to+medicamento+pacientes+sus.html
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Remédios para emagrecer podem ser proibidos pela Anvisa

Redação SRZD | Ciência e Saúde | 29/08/2011 19h05
Foto: DivulgaçãoNa próxima quarta-feira, os diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vão discutir a proposta de proibição do uso de emagrecedores no país, segundo informou a assessoria de imprensa da agência que regula os remédios. O parecer técnico da agência sobre o assunto será avaliado em reunião fechada.

A Anvisa tem mantido uma posição favorável à retirada dos emagrecedores à base de sibutramina e anfetamina do mercado. A agência debate sobre o fato de que os benefícios proporcionados pelas substâncias não compensam os riscos à saúde da pessoa que as toma, que vai de problemas cardíacos a alterações do sistema nervoso central.

As entidades que fazem a representação da classe médica não são a favor da proibição do uso dos remédios. O Conselho Federal de Medicina (CFM) defendeu, em nota divulgada no mês passado, que a proibição dos inibidores de apetite diminui as possibilidades de tratamento de pacientes com excesso de peso. A categoria quer que a Anvisa torne mais rigorosa a prescrição e a venda desse tipo de medicamento, mas não que ele seja retirado do mercado. Caso a agência reguladora decida proibi-los, o CFM ameaça recorrer à Justiça para manter o medicamento no mercado.

Com informações da Agência Brasil

Notícia em SRZD
http://www.sidneyrezende.com/noticia/143341+remedios+para+emagrecer+podem+ser+proibidos+pela+anvisa
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Plantas medicinais podem ajudar no tratamento da caspa

Caspa atinge de 2% a 5% da população, sendo mais frequente no sexo masculino, com início gradual das lesões. Pode ser mais intensa nos recém-nascidos e a partir da adolescência, períodos de maior atividade das glândulas sebáceas, segundo especialistas.

Paula Sena é especialista em cabelo e afirma que a caspa não é propriamente uma doença e tem de ser diagnosticada através de uma análise capilar. “Temos que avaliar toda a estrutura do cabelo e do couro cabeludo. No entanto, há tratamento. Basta encontrar um produto que realmente faça efeito. Isso depende de cada pessoa”, destaca.
 
Alguns especialistas afirmam que a caspa é a escamação do couro cabeludo e pode ser causada por estresse, ou oleosidade.  Quando se ouve falar em caspa, o primeiro pensamento que vem à cabeça são os sinais na roupa, efeito da descamação, sem se esquecer da oleosidade excessiva que aparece no couro cabeludo, formando crostas que, às vezes, gera coceira entre vários outros incômodos.
 
Aos primeiros sintomas, a pessoa deve procurar um profissional especializado em cabelo. Caso o tratamento indicado não tenha o efeito desejado, o dermatologista deve ser consultado, pois o problema pode evoluir para uma dermatite seborreica.
 
Tratamento. Existem vários xampus e até condicionadores vendidos em supermercados e farmácias que oferecem fórmulas anticaspa. Segundo Paula nenhum deles é contra-indicado, mas ela destaca que existem produtos específicos, com substâncias que vão agir melhor no controle da caspa. “Normalmente, é necessário fazer um teste para saber qual é o mais indicado para cada pessoa”, finaliza.
 
A caspa não aparece somente no couro cabeludo. Principalmente durante a primeira infância, é comum o surgimento em outras regiões do corpo, como no rosto, ao redor do nariz, sobrancelhas e atrás das orelhas. Em crianças, costuma se manifestar na região que entra em contato com a fralda. Em certos casos, a fitoterapia, que utiliza plantas medicinais, pode auxiliar no tratamento. 

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Noticia em Jornal da Manhã
http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,7,SA%DADE,50001
Acesso em 30 de agosto de 2011.

Doença da artéria coronária com novos resultados estudo, aponta CLARIFY

Maior registro internacional de doença da artéria coronária estável mostra que muitos pacientes têm valores de referência de frequência cardíaca em repouso muito altos. 

Paris -Resultados de um estudo do CLARIFY, o maior registro internacional já realizado de pacientes com doença da artéria coronária (DAC), não hospitalizados, mostram que, apesar do uso generalizado de bloqueadores beta, um terço dos pacientes com DAC tem uma frequência cardíaca (FC) de 70 bpm [1], um ritmo de batimentos cardíacos que, conforme já foi mostrado anteriormente, está ligado à maior prevalência e gravidade de angina e ataques cardíacos [2]. Os resultados do CLARIFY, em estudo com mais de 30.000 pacientes, de 45 países de diversas partes do mundo, apresentados no dia 29 de agosto (segunda-feira), durante o congresso da "European Society of Cardiology" (Sociedade Europeia de Cardiologia).

A DAC continua sendo a principal causa de morte em todo o mundo [3]. O melhor entendimento do controle e das consequências para esses pacientes é fundamental para reduzir a carga da doença.

De acordo com a nota, o CLARIFY ("ProspeCtive observational LongitudinAl RegIstry oF patients with stable coronary arterY disease" – registro longitudinal e prospectivo de observação de pacientes com doença da artéria coronária estável) foi concebido para aumentar o conhecimento e o entendimento da DAC, incluindo uma avaliação do papel que a frequência cardíaca exerce no prognóstico de pacientes com a doença. Ele objetiva melhorar o controle da doença, ao identificar lacunas entre as evidências existentes e a prática real.

O CLARIFY estudou 33.649 pacientes de todo o mundo, entre novembro de 2009 e julho de 2010. A idade média dos pacientes, 77,5% dos quais eram homens, era de 64±11 anos. A frequência cardíaca média, por medida do pulso, foi de 68.3±10.6 bpm, enquanto a frequência cardíaca medida por eletrocardiograma foi de 67.2±11.5 bpm. Dos pacientes, 44% tiveram uma frequência cardíaca em descanso de ? 70 bpm. Além disso, em análises ajustadas, a frequência cardíaca > 70 bpm foi associada independentemente com a maior prevalência e gravidade de angina e com evidências mais frequentes de isquemia.

"Sabemos já há alguns anos que a frequência cardíaca é um fator de risco potencialmente importante na DAC, mas, até agora, havia relativamente pouca informação em relação à frequência cardíaca entre pacientes com DAC fora do hospital", diz o presidente da CLARIFY, professor Gabriel Steg, do Hôpital Bichat de Paris, França. "Pela primeira vez, podemos ver que muitos pacientes com DAC têm níveis de frequência cardíaca muito altos. E a combinação de evidências internas do CLARIFY com evidências externas oferecidas por fontes anteriores indica que isso está associado com sintomas piores e consequências clínicas piores. Essas descobertas sugerem que um controle mais rigoroso do valor de referência da frequência cardíaca, com medicação para baixar a frequência cardíaca, pode beneficiar os pacientes com DAC, por melhorar o controle dos sintomas e as consequências", declara.

Aspirinas e estatinas foram tomadas por mais de 90% dos pacientes e bloqueadores beta por 75%, indicando uma absorção generalizada de medicação baseada em evidências para prevenção secundária. "É encorajador ver que a maioria dos pacientes com DAC recebe tratamento compatível com as instruções de controle", diz o professor Steg. "Os resultados apresentados hoje são apenas o começo. O CLARIFY tem uma sequência de cinco anos em perspectiva, já planejada, e a cada ano vamos reunir informações importantes", afirma.

O registro CLARIFY é financiado por uma verba educacional da Servier. Os dados vêm sendo coletados e analisados pelo "Robertson Centre for Biostatistics" de Glasgow, Reino Unido, sob a orientação do professor Ian Ford e o estudo é liderado por um comitê diretor acadêmico executivo, presidido pelo professor P. G. Steg.

Doença da artéria coronária (DAC)- A doença da artéria coronária, também conhecida como doença cardíaca isquêmica, é o tipo mais comum de cardiopatia. A DAC é a principal causa de morte em todo o mundo e deve continuar assim nos próximos 20 anos [3]. Aproximadamente 3,8 milhões de homens e 3,4 milhões de mulheres morrem de DAC todos os anos [4] e, para 2020, as estimativas são de que a doença será responsável por um total de 11,1 milhões de mortes no mundo. [3]

A DAC pode passar despercebida durante anos e, de repente, se manifestar como um ataque cardíaco agudo. Apesar da DAC ser uma doença silenciosa, na maioria dos pacientes ela é sintomática. Ela causa a dor no peito da angina, decorrente de exercícios e outros fatores. E pode levar à insuficiência cardíaca, o que causa um impacto enorme na qualidade de vida da pessoa. Apesar de mudanças no estilo de vida e dos avanços no controle médico, a DAC continua a ser um problema de saúde pública em todo o mundo e há uma necessidade de tratamentos preventivos novos e eficazes.

Registros de pacientes com doença cardiovascular- Acesso a dados (sobre métodos de terapia, tipos de intervenção, regimes e resultados de tratamentos em uma população tão grande quanto possível) é um recurso valioso no esforço para definir um tratamento padrão ouro para o controle da doença cardiovascular. Os registros de pacientes (levantamentos prospectivos de saúde) constituem uma das fontes essenciais desses dados.

Referências: 

[1] Steg G. Frequência cardíaca, sintomas de angina e o uso de bloqueadores beta em pacientes ambulatoriais com a doença da artéria coronária estável. Registro CLARIFY. ESC 2011. Número abstrato 2092.

[2] Fox K, Ford I, Steg PG, Tendera M, Robertson M, Ferrari R; Pesquisadores da Beautiful. Frequência cardíaca como um fator de prognóstico de risco em pacientes com doença da artéria coronária e disfunção sistólica ventricular esquerda (Beautiful): uma análise de subgrupo de um estudo clínico randomizado e controlado. Lancet. 2008;372:817-821.

[3] Mathers CD, Loncar D. Projeções da mortalidade mundial e carga da doença de 2002 a 2030. PLoS Med. 2006;3:e442.

[4] WHO. A carga mundial da doença. Atualização em 2004. Disponível em: http://www.who.int/healthinfo/global_burden_disease/2004_report_update/en/index.html. | Fonte: Servier. |. PR Newswire. 

Notícia em  Portal Fator Brasil
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=170830
Acesso em 30 de agosto de 2011.