segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Grupo alcança índice de 70% de cura para crianças com câncer


O GACC é um grupo de apoio à criança com câncer da Bahia, onde os pacientes aprendem a pintar, ocupando o tempo durante o tratamento. O Criança Esperança é parceiro do projeto.

Crianças com câncer, que voltaram a ter uma vida normal, depois do pesadelo da doença. O remédio da salvação foi a esperança, dedicação da família, dos médicos e dos voluntários.

"Eu tive um caso, que ele se chamava Tiago, tinha cinco anos de idade e me falou: ‘Eu queria te agradecer muito, porque agora que eu vou encontrar todos os meus amiguinhos que se foram, quero agradecer porque eu aprendi a pintar e aprendi a desenhar. E agora eu vou ensinar isso para todos os anjos’. No entanto, esse menino teve alta e hoje ele tem 15 anos", conta a arteterapeuta Vanessa Pedote.

Aprendendo a pintar, ocupando o tempo durante o tratamento, as crianças encontram forças para reagir. O GACC é um grupo de apoio à criança com câncer da Bahia. Tem o apoio do Criança Esperança. E alcançou índices de 70% de cura.

"Eu fiz radioterapia, fiz quimioterapia, fiz 42 cirurgias e consegui ficar curada do câncer", conta Lorena Silva.

Lorena chegou ao GACC com sete anos. A mesma idade das crianças que hoje brincam no grupo. Agora, tem 25 anos. E é uma das voluntárias. "Pelo que eu já passei, eu sinto da necessidade que eles precisam. Do apoio, do carinho, até mesmo de uma palavra”, conta a voluntária Lorena.

Mas antes de chegar ao GACC, em uma das 42 cirurgias que fez, Lorena passou por sucessivos erros médicos. Em uma das cirurgias, ela teve uma parada cardíaca. Os médicos suspenderam a operação e ela foi dada como morta. Seu corpo foi enrolado num saco plástico e levado para o necrotério. “Quando eu acordei, estava dentro do saco”, relata.

Lorena foi salva, graças ao apoio da família, que nunca perdeu a esperança e a sua própria força de vontade. Como as mães que abandonam tudo para cuidar dos filhos com câncer.

"A gente precisa lutar. Eu sei que tem hora que o desespero é grande. Você acha que está derrotado, que não tem jeito, mas tem”, afirma Iraíldes Santos.

Uma família veio de Vitória da Conquista, que fica a mais de 500 quilômetros de Salvador.

Mais um exemplo de heroísmo de uma mãe, que abandona tudo e muda de cidade para salvar um filho com câncer. Em uma barraquinha, ela vende biscoito para se manter em Salvador, enquanto o filho está sendo tratado no hospital

O filho de Iraíldes ficou quase dois anos se tratando no GACC, enquanto ela vendia biscoito na porta do hospital. Mas a família de Iraíldes conseguiu vencer todos os obstáculos.

"A gente precisa acreditar. Você tem um filho e o médico dá um diagnóstico de câncer. A gente acha que não tem vida, não é assim? Mas a gente acreditou e eu busquei muito. E graças a Deus o meu filho já acabou o tratamento. Já está todo cabeludinho. É uma graça, uma vitória, a gente precisa acreditar. A gente precisa ter esperança, a gente vence", acredita Iraíldes.

Notícia em Jornal de Floripa
http://www.jornalfloripa.com.br/mundo/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=11410
Acesso em 29 de agosto de 2011.

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