terça-feira, 25 de outubro de 2011

Sangue menstrual vira célula-tronco

FERNANDA BASSETTE
ALEXANDRE GONÇALVES

Médicos do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), em parceria com o Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conseguiram transformar células do sangue menstrual em células-tronco capazes de se comportar como embrionárias – ou seja, que têm a capacidade de se transformar em diferentes tecidos do corpo e podem ajudar na pesquisa de novos tratamentos.

A descoberta é de um importante avanço nas terapias celulares, que prometem reparar tecidos danificados por doenças ou traumas. O primeiro alvo dos pesquisadores serão as células do músculo cardíaco de pacientes com uma arritmia cardíaca rara, a síndrome do QT longo, sujeitas à morte súbita. As células obtidas pelos brasileiros são chamadas pluripotentes induzidas (iPS) – reprogramadas para terem as mesmas características das células embrionárias.

Em sua primeira tentativa, os médicos usarão o sangue menstrual de mãe e filha com QT. “Com as células induzidas, vamos reproduzir a doença de mãe e filha ‘in vitro’ e estudar as atividades elétricas. Isso permitirá entender o comportamento anormal das células e testar novas drogas que corrijam o distúrbio”, diz o pesquisador Antonio Carlos Campos de Carvalho, coordenador de ensino e pesquisa do INC.

Os resultados do estudo serão publicados na revista científica Cell Transplantation. Segundo Carvalho, a descoberta de que o sangue menstrual teria células possíveis de serem reprogramadas ocorreu no laboratório da UFRJ e surgiu da ideia de que o útero sofre uma renovação celular acentuada – o que sugere a plasticidade maior das células por causa da alta taxa de renovação. Na ocasião, foram coletadas amostras de sangue menstrual de cinco mulheres saudáveis.

No sangue menstrual os pesquisadores encontraram um tipo de célula considerada a célula do futuro pela medicina, pela alta capacidade de transformação em tecidos do corpo: as células mesenquimais. “De fato, encontramos células mesenquimais, que são raríssimas no sangue periférico (do braço, por exemplo)”, afirma Carvalho.

A pesquisadora Regina Goldenberg, da UFRJ, percebeu que, em comparação a outros tipos de células, as mesenquimais eram “convencidas” mais facilmente a se comportar como células-tronco embrionárias. Assim, o procedimento para torná-las células de pluripotência induzida era mais simples. A técnica é especialmente promissora para as mulheres, que fornecem as células reprogramadas. “Homens também se beneficiarão indiretamente, caso os genes sejam parecidos com os de uma parente que se submeteu à técnica”, diz ela.

Carvalho afirma que, em relação às células cardíacas, o método tem duas vantagens principais: não é invasivo, evitando a biópsia do coração das pacientes para coletar células; e é mais rápido do que o método atual – que se dá por meio da coleta de fibroblastos (um pequeno recorte) da pele. “Pelo sangue menstrual, as colônias de células começam a se formar a partir do 10.º dia. Já pelos fibroblastos, demora cerca de 30 dias.”

Segundo Carvalho, apesar dos resultados positivos com as células do sangue menstrual, os pesquisadores ainda não conseguiram saber qual a quantidade necessária de sangue, nem atribuir a melhor idade para a coleta. A pesquisa ainda não está focando no uso terapêutico dessas células (aplicá-las direto no coração das pacientes), especialmente por se tratar de uma doença genética. Mas os cientistas já sonham com o dia em que as iPS poderão ser usadas em terapias.

Notícia em Jornal da Tarde
http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/sangue-menstrual-vira-celula-tronco/
Acesso em 25 de outubro de 2011.

Esquizofrenia e doenças do fígado: especialistas apresentam os avanços para tratamento com células-tronco

Um estudo inédito desenvolvido pelo Laboratório Nacional de Células-tronco da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) poderá revolucionar o tratamento de pacientes com esquizofrenia. A informação foi transmitida no primeiro dia da Conferência “Células-tronco: normais e neoplásicas”, encontro de especialistas que acontece entre hoje (24) e terça-feira (25), no Centro de Convenções Rebouças.

A pesquisa conhecida como modelagem de doenças envolve 11 pacientes. De acordo com o Dr. Stevens Rehen, especialista em células-tronco e professor do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, o objetivo é criar medicamentos eficazes para o tratamento da esquizofrenia com base nas características identificadas das células-tronco destes pacientes que foram diferenciadas (induzidas) em neurônios. Segundo o pesquisador, uma das descobertas é que o cérebro dos esquizofrênicos consome oxigênio, mas não produz mais energia e, sim, mais radicais livres, o que segundo Rehen é prejudicial ao organismo e pode estar associado a alguns aspectos da esquizofrenia.

O hematologista, Eduardo Rego, que é um dos coordenadores do encontro, explica ainda que várias doenças hematológicas benignas e malignas são candidatas a terapia celular, como as leucemias, além de beneficiarem outras áreas da medicina. “Quando estudamos quais os mecanismos que fazem uma célula de um tecido ou órgão, abre-se uma oportunidade para novos tratamentos das doenças genéticas, degenerativas ou malignas e, portanto, todas as especialidades médicas podem se beneficiar”, relata Eduardo Rego, que também é vice-diretor financeiro da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), uma das entidades apoiadoras do encontro.

Outro trabalho também inédito nesta mesma linha, porém a ser aplicado em ratos foi apresentado pelo Dr. David Hay, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido. Ele desenvolve estudos com células-tronco que podem dar origem às células para regeneração do fígado e, também, indicar o caminho para a produção de novos medicamentos menos tóxicos bem como para produção de tecido hepático artificial para tratamento das doenças hepáticas que representam a quinta causa de morte no Reino Unido.

“É expressivo o número de pacientes que morrem na fila dos transplantes ou que têm seus casos agravados”, disse o pesquisador. Acrescentou que nos próximos dez anos o número de pacientes aptos para transplante deve crescer em 500% naquele país. Ao ser questionado sobre as causas da grande incidência desse tipo de doença, o palestrante disse que deve ser devido aos hábitos alimentares dos ingleses com muita gordura e bebida.

Até amanhã nove pesquisadores internacionais na área apresentarão resultados de pesquisas e as perspectivas futuras de novos tratamentos.
Sobre a Conferência

A iniciativa faz parte do programa de Conferências da Universidade de São Paulo (USP) e conta com o apoio da ABHH, da FMUSP-Ribeirão Preto e, do Hemocentro de Ribeirão Preto.

Sob a coordenação do Dr. Dimas Tadeu Covas (FMRP-USP e vice-presidente da ABHH); Dr. Eduardo Rego (FMRP-USP e vice-diretor da ABHH); Dr Lygia Veiga Pereira (Instituto de Biociências da USP), e Dr. Flávio Meirelles (Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP),          o encontro tem por objetivo promover a integração científica entre cientistas internacionais e especialistas brasileiros em hematologia e hemoterapia, além de áreas correlatas, que atuem ou tenham interesse no campo da terapia celular.

Programação e informações:
www.abhheventos.com.br/stemcells2011/


Informações a imprensa
RS Press
(11) 3868-2505 / (11) 3672-4197 / (11) 7722-2890 / (11) 7839-4974
Diego Garcia – diego@rspress.com.br
Dimayma Belloni – dimaymabelloni@rspress.com.br
Tatiana Almeida – tatiana@rspress.com.br


Notícia em Inteligemcia
http://www.inteligemcia.com.br/52061/2011/10/25/esquizofrenia-e-doencas-do-figado-especialistas-apresentam-os-avancos-para-tratamento-com-celulas-tronco/

Acesso em 25 de outubro de 2011.

Protozoário causador da doença de Chagas pode gerar remédio

AGÊNCIA BRASIL

O mesmo protozoário que causa a doença de Chagas pode ser também um agente decisivo no combate a outras doenças cardíacas. Uma pesquisa do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo (Incor-USP) aponta o Trypanosoma cruzi como o gerador natural do que pode vir a ser um novo remédio contra o acúmulo de colesterol em veias e artérias.

O Trypanosoma cruzi é produtor de uma enzima chamada transialidase. Estudos feitos ao longo de quase dez anos pelo Incor-USP já comprovaram que, em animais, essa enzima faz com que placas de colesterol fixadas nas artérias se desmanchem, reduzindo assim o risco de enfartes.

As pesquisas sobre a enzima são coordenadas pela diretora do Laboratório de Inflamação e Infecção do Incor-USP, Maria de Lourdes Higuchi, que se dedica, desde o início de sua carreira como pesquisadora, a estudar a doença de Chagas.

Ao longo de anos de trabalho, Maria de Lourdes percebeu que os doentes de Chagas tinham uma vantagem em relação a outras pessoas e isso chamou sua atenção. “Nenhum doente tinha histórico de aterosclerose [acúmulo de colesterol nas veias]”, disse ela. “Resolvemos então começar a estudar os motivos disso.”

Nesses estudos, a pesquisadora descobriu que a enzima transialidase, produzida pelo Trypanosoma cruzi, “rouba” das células humanas ácido siálico. Esse ácido ajudam as bactérias a se unir ao colesterol e se prender nas paredes arteriais, formando blocos de gordura. Sem ácido siálico nas células, porém, as placas de gordura se desmancham.

Segundo Maria de Lourdes, a ação da enzima no combate ao acúmulo de colesterol já foi testada e confirmada em coelhos. A pesquisadora, agora, busca recursos para iniciar estudos sobre seus efeitos em pessoas com problemas cardíacos.

“Se tivéssemos uma condição ideal de trabalho e o apoio de uma grande empresa, poderíamos terminar as pesquisas em três ou quatro anos”, contou. “Estamos atrás do financiamento.”

O cardiologista José Antônio Ramires, diretor da Divisão de Cardiologia Clínica do Incor-USP, disse que espera que esse financiamento venha em breve pois o tratamento a partir da transialidase pode ser “uma mudança de paradigma”. “Seria um grande benefício para os pacientes”, afirmou.

De acordo com Ramires, cerca de um terço das mortes registradas no Brasil são causadas por doenças cardíacas. Dessas mortes, metade se deve à aterosclerose.

Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam ainda que esses números tendem a aumentar no país. Segundo Ramires, com isso, o Brasil deve ser a nação com maior número de mortes por doenças cardíacas até 2030.

Notícia em Correio do Estado
http://www.correiodoestado.com.br/noticias/protozoario-causador-da-doenca-de-chagas-pode-gerar-remedio_129448/
Acesso em 25 de outubro de 2011.

Manipulação genética

Células-tronco podem ser reprogramadas para serem mais saudáveis?


Wikimedia Commons

Por Susan Young, da revista Nature

Uma equipe de pesquisadores corrigiu um gene defeituoso nas células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) derivadas de células da pele de pessoas com uma doença hereditária metabólica do fígado. Os pesquisadores então desenvolveram as células-tronco em algo semelhante a células do fígado. Esse trabalho foi publicado recentemente na revista Nature.

A Alfa-1-antitripsina (A1ATD) é a doença genética do fígado mais comum, sendo causada por uma mudança no nucleotídeo único no gene que codifica a alfa-1-antitripsina (A1AT), inibidor da enzima que normalmente protege os tecidos corporais. A condição pode resultar em cirrose hepática, passível de ser tratada apenas com um transplante de fígado, e em um risco aumentado de câncer de pulmão e enfisema. A cura genética para a doença exigiria substituir completamente o gene mutado, porque qualquer proteína disfuncional restante continuaria formando agregados prejudiciais. "Você não pode simplesmente colocar uma cópia normal, porque isso não é suficiente para mudar a doença", diz Allan Bradley, geneticista do Instituto Wellcome Trust Sanger em Hinxton, Reino Unido, que é coautor do estudo mais recente.

Para corrigir a mutação, Bradley e seus colegas usaram uma molécula de engenharia chamada nuclease zinc-finger para descobrir e unir o gene defeituoso A1AT em células iPS derivadas de células da pele de pessoas com A1ATD. Eles usaram uma molécula de DNA de autoinserção chamada piggyBac para substituir a parte danificada.

Os pesquisadores então estimularam o gene corrigido das células iPS a se diferenciar em células que apresentaram alguns traços dos hepatócitos, que são as células do fígado mais afetadas pela A1ATD. Eles transplantaram hepatócitos em camundongos e, 14 dias depois, algumas das células corrigidas tinham integrado o fígado de roedores e foram capazes de produzir A1AT humana.

Embora as células corrigidas possuíssem várias características dos hepatócitos, não está claro se estes seriam capazes de agir como células do fígado totalmente maduras e, eventualmente, repovoar o órgão danificado por inteiro. Ninguém ainda foi capaz de reprogramar as células iPS em células totalmente maduras de qualquer tipo, sejam eles hepatócitos, células cardíacas ou neurônios, diz Markus Grompe, que estuda células-tronco do fígado na Oregon Health and Science University, em Portland."Estou ciente de que ninguém pode fazer um sósia real para qualquer tipo de célula", diz ele.

Verificação de antecedentes
Células-tronco cultivadas em laboratórios são conhecidas por construir mutações destinadas a verificar que suas alterações não foram piorando as coisas. Os pesquisadores sequenciaram o genoma de uma das linhas iPS de células corrigidas e compararam-no com os genomas das células da pele dos pais e com as células iPS não corrigidas. Em torno de duas dúzias de mutações surgiram na célula iPS não corrigida em comparação com a célula da pele dos pais, mas houve apenas algumas mutações em pontos extras nas linhas de células corrigidas.

"A correção genética não aumenta o número de anomalias genéticas que você pode encontrar em células iPS", diz Ludovic Vallier, biólogo de células-tronco da University of Cambridge, no Reino Unido, e um dos coautores do estudo. No entanto, Vallier está preocupado com o número de alterações nas linhas de células reprogramadas. Antes que as células possam ser desenvolvidas em uma terapia clínica, os pesquisadores devem entender as consequências biológicas dessas mutações, diz ele.

“Sequenciamentos como este deveriam se tornar padrão no campo de pesquisa', explica Stephen Duncan, biólogo no Medical College of Wisconsin, em Milwaukee. Dadas as descobertas sobre essas células em cultura, “temos de garantir que, quando se pensa em uma terapia de reposição de gene no contexto das células iPS, um esforço muito considerável é feito para se certificar de que as células são normais", diz ele.

Este artigo foi reproduzido com permissão da revista Nature.
   
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Terapia genética é aplicada em célula sem usar agulha

Injeção sem agulha

Pesquisadores descobriram uma forma de injetar uma dose precisa de uma terapia genética diretamente no interior de uma célula viva sem precisar usar uma agulha.

Os cientistas injetaram uma dose de um gene anti-câncer no interior de células de leucemia sem matá-las na operação, o que permitirá estudos mais detalhados dos efeitos dos candidatos a medicamentos.

James Lee e seus colegas da Universidade do Estado de Ohio (EUA) batizaram o método de eletroporação por nanocanal, ou NEP (Nanochannel ElectroPoration).

Entre a cura e a intoxicação

A nova técnica de injeção sem agulhas usa eletricidade para "disparar" frações minúsculas das biomoléculas através de um canal até o interior da célula, tudo em uma fração de segundo.

"A NEP nos permite estudar como as drogas e outras biomoléculas afetam a biologia celular e as rotas genéticas em um nível que não pode ser alcançado com nenhuma outra tecnologia", diz o Dr. Lee.

As células humanas são muito pequenas, e mesmo as menores nanoagulhas são incapazes de perfurá-las sem causar grandes danos e, frequentemente, matá-las.

Por outro lado, outras técnicas disponíveis não permitem a injeção de quantidades precisas de cada biomolécula no interior celular - e a diferença entre a cura e a intoxicação pode estar na dose.

Célula suspensa

A nova técnica resolve o problema suspendendo a célula no interior de um dispositivo eletrônico, nas proximidades de um reservatório com o agente terapêutico que se deseja testar.

Pulsos elétricos empurram o agente através de um microcanal, similar ao usado nos biochips, por onde passam apenas quantidades infinitamente pequenas, e precisamente controladas, do líquido.

A dose a ser aplicada é controlada alterando o diâmetro do microcanal e a quantidade de pulsos elétricos que aceleram o líquido até que ele entre na célula - a célula absorve o líquido em questão de milissegundos.

"Nós esperamos que esta técnica possa se tornar uma ferramenta para a detecção precoce e o tratamento do câncer - por exemplo, inserindo quantidades precisas de genes ou proteínas em células-tronco ou células do sistema imunológico para guiar sua diferenciação," afirmou o pesquisador.

Notícia em Diário da Saúde
http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=terapia-genetica-celula-sem-agulha&id=7057
Acesso em 25 de outubro de 2011.

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Pesquisa com células-tronco pode devolver movimentos a paraplégicos

'Eu dei o passo e me senti estranho, porque foram nove anos sem caminhar '

Há um ano, o Jornal Nacional mostrou o início dos testes com células-tronco para devolver os movimentos a paraplégicos, em Salvador. Uma pesquisa de médicos do Centro de Terapias Celulares do Hospital São Rafael, em parceria com a Fiocruz. Agora, você vai ver os primeiros resultados.

Cada passo é uma conquista, uma façanha para quem não conseguia ficar em pé. Maurício, um major da Polícia Militar de 47 anos, caiu de um telhado e passou os últimos nove anos sem nenhum movimento da cintura para baixo.

"Eu dei o passo e me senti estranho, porque foram nove anos sem caminhar e perceber que eu estava conseguindo fazer isso sobre minhas próprias pernas. Então, foi uma sensação muito boa", conta.

Segundo os médicos, o que tornou possível todo este avanço, toda esta mudança na vida do Maurício, foi um transplante de células-tronco realizado em Salvador. A cirurgia foi há seis meses, resultado de cinco anos de pesquisa.

Os médicos retiraram do osso do quadril do próprio paciente células-tronco mesenquimais, que têm grande capacidade de se transformar em diversos tipos de tecido, e injetaram diretamente no local onde a coluna foi atingida.

A técnica pioneira no país foi desenvolvida por cientistas da Fundação Osvaldo Cruz no laboratório do hospital São Rafael, em Salvador, onde está um dos mais avançados centros de terapia celular da América Latina.

Dois meses depois de operado, Maurício já se equilibrava sobre as pernas e até pedalava nas sessões de fisioterapia. Os médicos não sabem ainda se ele e os outros 19 pacientes que serão submetidos ao mesmo tratamento vão voltar a andar normalmente, mas já comemoram os resultados.

"Saber que a gente conseguiu uma resposta dessa com comandos, é muito gratificante, e não somente isso, saber que isso é apenas uma ponta de iceberg, que, com os resultados positivos, nós podemos expandir essa técnica para um número maior de pacientes no futuro, além de continuar pesquisando formas de aprimorá-la", avalia o neurocirurgião Marcus Vinícius Mendonça.

A família do policial militar nunca perdeu a esperança. "Quando aconteceu essa cirurgia, eu tive certeza de que Deus estava com a gente e que ele ia conseguir andar", diz Márcia Ribeiro, esposa do paciente.

"Para quem não tinha nenhuma perspectiva, e hoje eu já tenho uma perspectiva de estar no andador, dando os primeiros passos, já é sinal de que alguma coisa está acontecendo, e daqui para frente, acho que só tende a melhorar", comemora Maurício.

Notícia em 180 graus
http://180graus.com/geral/pesquisa-com-celulas-tronco-pode-devolver-movimentos-a-paraplegicos-467310.html
Acesso em 25 de outubro de 2011.

Traqueia de células-tronco é promessa contra cancro



Investigadores da Faculdade de Medicina da Unesp, no Brasil, desenvolveram uma nova técnica que possibilitará a criação de uma traqueia sintética feita a partir de células-tronco do próprio receptor do transplante. O método reduz o risco de rejeição após a cirurgia e aprimora o tratamento de doenças graves nesse órgão, como cancro e estenose, avança o portal ISaúde.

Ao cultivar células-tronco extraídas da gordura de coelhos, os cientistas sintetizaram detalhadamente o tecido vivo que dá sustentação aos anéis de cartilagem que compõem o tubo traqueal. Em seguida, aplicaram o material em traqueias congeladas doadas por animais da mesma espécie.

De acordo com o cirurgião Raul Lopes Ruiz Júnior, professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina, " para que isso fosse possível, estes órgãos precisaram de passar por um processo de remoção dos tecidos originais, permanecendo apenas com o arcabouço tubular cartilaginoso que posteriormente receberia uma nova camada celular".

Para retirar o tecido original das traqueias, os cientistas da Unesp precisaram de submetê-las a detergentes bioquímicos e, de maneira inédita nesse tipo de operação, também a lâmpadas de LED azul. Esse diodo emissor de luz tem uma baixa radiação que destrói cadeias celulares residuais, sem prejudicar a estrutura dos anéis do tubo traqueal.

"A utilização de LED foi essencial para o sucesso da experiência, já que a presença da mais insignificante quantidade de células originais das traqueias doadas seria suficiente para causar rejeição e arruinar todo o nosso trabalho", explica a professora Elenice Deffune, responsável pelo Laboratório de Engenharia Celular do Banco de Sangue do Hospital das Clínicas da Universidade, onde a pesquisa foi desenvolvida.

A partir dessa experiência, os investigadores obtiveram traqueias perfeitamente compatíveis com as cobaias, já que elas mesmas foram as doadoras das células utilizadas no revestimento. " Ao receber tecidos com a mesma identidade imunogenética de seus receptores, os segmentos traqueais que modificamos em laboratório puderam, então, ser enxertados em cada um deles sem apresentar rejeição", explica o coordenador da investigação.

Embora essa nova técnica tenha sido testada apenas em coelhos, os cientistas estão optimistas. "Se esse procedimento funcionar da mesma forma em seres humanos, contaremos com um grande avanço na busca pela cura de graves doenças respiratórias, como cancro e estenose traqueais, cujo tratamento é delicado justamente por demandar transplantes de traqueia. Por isso, o trabalho que realizamos pode contribuir bastante para a qualidade de vida das pessoas que sofrem com problemas desse tipo", diz Ruiz.

 
2011-10-24 | 09:35 
 
Notícia em POP/Portal da Oncologia Português
http://www.pop.eu.com/news/5673/26/Traqueia-de-celulas-tronco-e-promessa-contra-cancro.html
Acesso em 25 de outubro de 2011.

Anvisa e OMS discutem acesso a medicamentos biológicos

A regulação de produtos biológicos no Brasil é tema de reunião do diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, com a Diretora Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, nesta quarta-feira (19/10), no Rio de Janeiro. O encontro de trabalho ocorre durante a I Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde (CMDSS). O objetivo da conferência é discutir estratégias para o enfrentamento das desigualdades sociais na saúde.

Desde maio de 2007, com a Resolução WHA 60.29, o comitê Executivo da OMS adota medidas para garantir o acesso universal a medicamentos, vacinas e produtos e serviços de qualidade e comprovada eficácia. Do mesmo modo, a OMS reconhece que os processos regulatórios, a fiscalização, o licenciamento de fabricantes e distribuidores, a vigilância pós-comercialização, o controle da propaganda e o uso racional de tecnologias de saúde são fundamentais para garantir a segurança dos consumidores desses produtos.

É de acordo com a perspectiva da OMS de combate às desigualdades na saúde que se insere a Resolução RDC N. 55 de 2010. Baseada em regulamentações e diretrizes internacionais, a RDC 55/2010 estabelece as normas necessárias para a produção de medicamentos biológicos, considerando que a patente da maioria desses produtos está expirando. A RDC também atende à estratégia do governo brasileiro de disponibilizar no mercado produtos biológicos com preços acessíveis, mas com a mesma eficácia e qualidade do medicamento original.

De acordo com a RDC 55/2010, existem duas categorias de produtos biológicos e biotecnológicos no Brasil, os produtos inovadores são denominados produtos biológicos novos e as cópias denominadas produtos biológicos. Os produtos biológicos novos devem ser registrados pela via regulatória clássica, com apresentação de dossiê completo, contendo todos os dados de produção, controle de qualidade e dados não clínicos e clínicos (Fase I, II e III) completos.

Para os produtos biológicos, ou seja, os produtos não inovadores, existem duas vias regulatórias possíveis para registro: a via de desenvolvimento por comparabilidade e a via de desenvolvimento individual. Nestas duas vias é possível apresentar um dossiê de registro com informações reduzidas.

No Brasil, o uso de diferentes produtos biológicos (vacinas, bioterapêuticos, anticorpos monoclonais e hemoderivados, por exemplo) tem cobertura assistencial do governo, por meio de programas do Ministério da Saúde, e representam uma parcela significativa do orçamento destinado ao setor Saúde.

Enquanto os produtos bioterapêuticos representam somente 2% de todos os medicamentos distribuídos pelo governo, eles chegam a representar 41% do total gasto anualmente pelo Ministério da Saúde com medicamentos. Entre os produtos biológicos, os anticorpos monoclonais representam 1% do total dos bioterapêuticos distribuídos por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS), mas utilizam 32% do total gasto pelo governo com produtos biológicos.

Por conta do elevado custo, o governo brasileiro tem grande interesse em produzir medicamentos biológicos, principalmente se puder ser em larga escala e por laboratórios nacionais e internacionais. Deste modo, seria ampliada a disponibilidade do produto ao mesmo tempo em que os custos seriam reduzidos.

Serviço:

I Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde
Local: Rio de Janeiro, Hotel Sofitel Cobacabana
Data: de 19 a 21 de outubro de 2010
Contato: Unidade de Comunicação Social da Anvisa, 61-3462.6710

Confira os guias na íntegra:



Márcia Turcato - Imprensa/Anvisa

Notícia no Portal da ANVISA
http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/anvisa/imprensa/!ut/p/c5/rZHNcqpAFISfJS_gHH4HloP8DcgAARXZWIBoAEGUCMjTx6q7vlmle3mq-utTjVL0dpeN1SX7rm5ddkUJSuXj2iK2iDcAIGtroJbEZCn0wVJFtEcJiMeofvV0aZbPGmbmLcz3YjJ5G5NGtTezrcqYHkJkzC4zxGWoCR9vXxx4KrczQ4Noqp49ho93VvoLDXz-3x3-IwKI2be2RAeU4uPO4hXbtTiwHKwBNWLb9MEUnACj-A87_8qSxD9lOSit8nY1Fe0KViAKvCAJIqdyIlY4RXxvERwAGwOddLIf6eWezOR2dSZDnk8HYzlVe2emjeDgQPe7Mn8YY_IMOPyNAxL6T3l50B0tG1Zq-wj75HwyCs_x43G52TG7F61yznN-KjeT1QfFlj4ryZcOilaHvZb2emby0nmLG1UkXyxJ3ZDEiZo482TbpcDNFVhtNKv2-hnSjpnkck-hAzdvsth1zBSu96F42dM8lMZjZ6K-HXt74t5vTR8_e4kttw!!/dl3/d3/L2dBISEvZ0FBIS9nQSEh/?pcid=ef63d00048bf457ea110aba3f2835ae8

Acesso em 25 de outubro de 2011.

Povos indígenas tradicionais debatem conservação da biodiversidade

O evento faz parte da série Diálogos da Biodiversidade, organizada para promover consultas públicas a diferentes setores da sociedade

Por Marilia Andrade de Oliveira


A partir desta quarta-feira, 19 de outubro, se reúnem em Brasília, O Ministério do Meio Ambiente e entidades parceiras como WWF-Brasil, União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN), Instituto Ipê e representantes de populações tradicionais e povos indígenas para debater a elaboração da Estratégia Nacional para a Conservação da Biodiversidade.
 
O evento faz parte da série Diálogos da Biodiversidade, organizada para promover consultas públicas a diferentes setores da sociedade, cujo objetivo é coletar a contribuição civil para a construção de um Plano Nacional de Biodiversidade. 
 
"Antes de estabelecermos novas estratégias nacionais para 2020, de acordo com a última Convenção sobre Diversidade Biológica, decidimos promover esse diálogo. É fundamental a inserção do tema da biodiversidade no planejamento estratégico e político de outros segmentos do Governo e da economia", esclarece a analista ambiental, Carla Lemos.
 
A líder indígena Fernanda Kaigang ressalta que a iniciativa é um esforço para promoção de um diálogo democrático, e que a ação deve ser um reflexo dos avanços que devem ser implementados no País sede da Rio+20. 
 
"Somos conhecidos como o País com uma das maiores legislações indigenistas do mundo, mas que não são cumpridas por falta de conhecimento e de vontade política. Neste evento vemos que existe vontade política. Acredito que não vamos fracassar no cumprimento destas novas metas, porque estamos construindo algo mais sólido, com o aval de todos os setores", avalia. 
 
Fonte: Ascom – Ministério do Meio Ambiente
 
Notícia em Tv Ecorural.com
http://www.tvecorural.com/noticia/5654-povos-ind%C3%ADgenas-tradicionais-debatem-conservacao-da-biodiversidade.html
Acesso em 25 de outubro de 2011.

Ambiente inicia campanha para fazer do macaco muriqui mascote do Rio 2016

Lançamento oficial será feito amanhã, às 10h30, no Parque Lage


O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e a presidente do  Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, fazem nesta  quarta-feira (26/10), às 10h30, no Parque Lage, o lançamento oficial  da campanha em prol do macaco muriqui como mascote das Olimpíadas de  2016. Ameaçado de extinção, o muriqui é solidário e atua  harmoniosamente em equipe, o que reforça sua identificação com o ideal  olímpico. 

A solenidade terá a presença do diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Inea, André Ilha, e de personalidades que aderiram à campanha, que conta com o apoio da EBX. Atores como Camila Pitanga,  Marcos Pasquim, Sérgio Marone, o compositor Chico Buarque e o chef  francês Claude Troigros são alguns dos apoiadores. O compositor e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, também aderiu e cedeu até os   direitos autorais da música “Aquele abraço” em favor da campanha. 

- A música foi escolhida devido ao fato de se tratar de um primata com hábitos muito sociais, que adora abraçar intensamente, o que também está de acordo com a imagem hospitaleira dos cariocas - comentou Maqrilene Ramos.

Notícia em Jornal do Brasil
http://www.jb.com.br/rio/noticias/2011/10/24/ambiente-inicia-campanha-para-fazer-do-macaco-muriqui-mascote-do-rio-2016/

O muriqui - palavra que, em tupi-guarani, significa “povo manso da floresta” –  atualmente conta com cerca de 1,3 mil exemplares, que podem ser encontrados principalmente na Região Serrana do Estado do Rio.  

Maior primata das Américas, o muriqui pode atingir 1,5 metro e 15 quilos. De grande importância ecológica como dispersor de sementes, já  foi escolhido como símbolo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica  (RBMA) da Unesco, e do Parque Estadual do Desengano, o primeiro do  estado, criado em 1970. 

Para mais informações sobre o muriqui, os interessados podem acessar o  site da campanha, no endereço www.muriqui2016.com.br.

Serviço:
Quando: Quarta-feira (26/10), às 10h30 
Onde: Parque Lage (Rua Jardim Botânico, 414 – Rio de Janeiro)

Noticia em Jornal do Brasil
http://www.jb.com.br/rio/noticias/2011/10/24/ambiente-inicia-campanha-para-fazer-do-macaco-muriqui-mascote-do-rio-2016/
 
Imagem em Bioaventura
http://bioventuraecoturismoanimal.wordpress.com/2011/08/26/cinema-com-seu-animal-preferido-%E2%80%93-macacos/

Acesso em 25 de outubro de 2011.

Evento em defesa do peixe-boi acontece no Amazonas

Iniciativa quer sensibilizar população local para a importância da conservação do mamífero símbolo do Amazonas

por Globo Rural On-line
Editora Globo

Começa nesta segunda-feira (24/10) e vai até domingo (30/10) mais uma edição do Mini Eco Festival do Peixe-Boi, que acontece no município de Novo Airão, no estado do Amazonas. Promovido por organizações não-governamentais da região e pela prefeitura municipal, o evento tem a intenção de conscientizar a população sobre a importância de zelar pela conservação do peixe boi, mamífero símbolo da Amazônia que atualmente figura no ranking de animais ameaçados de extinção. 

Durante o evento, estão previstas várias palestras sobre meio ambiente e biodiversidade, atividades lúdicas, exposição e mostra de vídeo. Haverá também um concurso de pintura e poesia ambiental. “No evento, as escolas são convidadas a desenvolver junto com os estudantes atividades lúdicas, como apresentação de teatros, danças, músicas, com a temática ambiental. Desta forma, além de desenvolver a arte, os alunos também desenvolvem uma maior sensibilização com as questões ambientais de região.”, explica Cristina Tófoli, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), organização que atua na região há 11 anos.

O festival é realizado pelo
Ajuri de Novo Airão, movimento que reúne várias entidades do município com participação do IPÊ, Fundação Almerinda Malaquias, Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (CEPAM/ICMBio ) e Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA/ICMBio).

Notícia em Globo Rural
http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI274911-18081,00-EVENTO+EM+DEFESA+DO+PEIXEBOI+ACONTECE+NO+AMAZONAS.html
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Técnicos monitoram impactos da visitação no Parque Nacional do Pico da Neblina

Retirada de placas de cima do Pico da Neblina

Pela primeira vez a bandeira do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foi hasteada em tão longíguo rincão e altitude, a 2.994 metros de altitude, no Parque Nacional (Parna) Pico da Neblina, localizado no Amazonas - fato este de repercussão simbólica entre as ações de gestão do Parque.

O evento, ocorrido mês passado, marcou a ascensão do cume da maior montanha brasileira, o Pico da Neblina (2.994 m), por uma equipe de servidores do ICMBio, além de represnetantes do Exército Brasileiro, Projeto Calha Norte e Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa ).

O objetivo da expedição foi o monitoramento dos impactos da visitação que vem sendo realizada ao longo de décadas no Pico sem nenhum tipo de ordenamento. Análise sobre a visitação com o propósito de estabelecer um planejamento para a reabertura do parque à visitação pública, ordenando a atividade está sendo feita pela equipe gestora da Unidade de Conservação, alinhando suas ações com as novas diretrizes apresentadas pela Coordenação-geral de Visitação (CGEVI) e pela Coordenação de Uso Público e Negócios do ICMBio.

A equipe constatou sérios impactos da visitação desordenada, principalmente no cume da montanha onde inúmeras placas haviam sido fixadas por visitantes mais preocupados em registrar seu feito do que com a manutenção da beleza cênica do local. “O cume do Pico da Neblina parecia um cemitério de alta montanha, muitas lápides espalhadas por toda parte” diz Flávio Bocarde, chefe do Parna Pico da Neblina.

Para implementar as novas diretrizes de visitação e para buscar propiciar uma melhor experiência aos futuros visitantes, todas as placas foram retiradas do cume. Durante a expedição foi realizada a coleta de espécies da flora pela pesquisadora do Inpa, Maihyra Marina Pombo. Desse trabalho, realizado junto com a equipe do Parque, está em discussão a elaboração de um termo de cooperação entre o ICMBio e o Inpa para realização do trabalho “Flórula Altimontana da Trilha de Acesso ao Pico da Neblina e 31 de Março”.

As amostras encontram-se depositadas no acervo do Inpa onde estão em processo de identificação por especialistas. A idéia é que esse material subsidie a criação de um guia de flora com foco na melhoria da experiência do visitante durante sua passagem pelo Parque.

“Conheceremos melhor a flora desse ícone nacional ainda tão desconhecido, que é o Pico da Neblina, gerando informações essenciais para a elaboração do plano de manejo do Parque e ainda melhorando a experiência do visitante, que cpassará a ter mais informações sobre a importância de se conservar a biodiversidade existente nas unidades de conservação”, diz Bocarde.

Notícia em primeira edição
http://primeiraedicao.com.br/noticia/2011/10/24/tecnicos-monitoram-impactos-da-visitacao-no-parque-nacional-do-pico-da-neblina
Acesso em 25 de outubro de 2011.

Fundo Brasileiro lança edital para conservação de florestas tropicais

Projetos escolhidos deverão ser aplicados por 36 meses em áreas com remanescentes dos biomas Mata Atlântica, Cerrado ou Caatinga

Reserva de Mata Atlântica, em São Paulo
Serão investidos R$16,5 milhões em projetos de R$ 200 mil a R$ 500 mil, implementados por organizações sem fins lucrativos

São Paulo - O Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio) abre chamada para projetos de conservação, manutenção e restauração das florestas tropicais. Baseado no acordo bilateral chamado Tropical Forest Conservation Act (TFCA), entre Brasil e Estados Unidos, serão escolhidos, através de edital, projetos que devem ser aplicados, durante 36 meses, em áreas com remanescentes dos biomas Mata Atlântica, Cerrado ou Caatinga.
Serão investidos R$16,5 milhões em projetos de R$ 200 mil a R$ 500 mil, implementados por organizações sem fins lucrativos, que devem enviar propostas para o Funbio até 07 de novembro de 2011. O resultado final da seleção será divulgado em dezembro.

O TFCA é um acordo que visa diminuir dívidas de países contraídas junto aos Estados Unidos através do investimento destes recursos na conservação e no uso sustentável das florestas. 

Ele foi aprovado pelo senado americano em 1998 para substituir dívidas externas com os EUA por ações de conservação de florestas tropicais. O acordo com o Brasil é o 16º deste tipo, foi assinado em 2010 e tem duração de cinco anos. 

O Funbio foi escolhido para administrar a conta do TFCA, que é supervisionada por um comitê de nove pessoas composto por representantes dos Estados Unidos, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Fazenda, Ministério do Meio Ambiente, Conselho Nacional de Biodiversidade, Conselho Nacional de Florestas, e Organização não-governamental ambiental, científica, acadêmica, voltada para o desenvolvimento de comunidades locais, ou de florestas do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Este edital solicita projetos em cinco temas prioritários subdivididos em linhas de ações temáticas. Para Áreas Protegidas será possível propor criação ou manutenção das mesmas. Para Manejo de Paisagem serão aceitas propostas para recuperação de áreas degradadas, manejo florestal sustentável, fortalecimento de cadeias produtivas da sociobiodiversidade, e sistemas agroflorestais. Em capacitação esperam-se projetos voltados para indivíduos e organizações locais. Em Manejo de Espécies existe a linha voltada para espécies ameaçadas de extinção, exóticas e invasoras e outra voltada para promoção de espécies para manejo sustentado. Por fim, Projetos Comunitários abrange ações para comunidades tradicionais e povos indígenas.

Podem participar da seleção organizações não governamentais brasileiras, associações e outras instituições sem fins lucrativos, com trabalhos voltados para meio ambiente, florestas ou povos indígenas, e instituições de pesquisa e ensino que tenham trabalhos sobre conservação da biodiversidade. Universidades públicas que desejarem participar devem fazê-lo através de suas fundações.

A seleção acontecerá em duas etapas. Na primeira os projetos recebidos dentro do prazo serão submetidos a uma análise de conformidade com as exigências, como envio nos formatos requeridos, respeito quanto aos valores máximos e apresentação de contrapartida. 

Na segunda etapa uma câmara técnica organizada pelo Funbio e pelo Comitê da Conta TFCA avaliará, pontuará e depois encaminhará os projetos recomendados para o Comitê da Conta TFCA que efetuará a seleção final e enviará para homologação dos governos brasileiro e americano.

Notícia em Exame.com
http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/fundo-brasileiro-lanca-edital-para-conservacao-de-florestas-tropicais?page=2&slug_name=fundo-brasileiro-lanca-edital-para-conservacao-de-florestas-tropicais
Acesso em 25 de outubro de 2011.

Heartburn & Acid Reflux Remedy Report New Sales Letter And 3 Upsells


Notícia em http://www.youtube.com/watch?v=zjx7TcCeWNw
Acesso em 25 de outubro de 2011.

NEW CURE FOR LUNG CONGESTION


Notícia em http://www.youtube.com/watch?v=oWo9rGWyo-Y
Acesso em 25 de outubro de 2011.

Nova cirurgia elimina joanetes sem dor nem cicatrizes

Nova cirurgia elimina joanetes sem dor nem cicatrizes 

Até há pouco tempo, a única cura para quem sofre de joanetes era uma cirurgia agressiva, seguida de um pós-operatório doloroso que muitas vezes afastava as pessoas do tratamento. Agora, um ortopedista britânico desenvolveu uma técnica cirúrgica que pode revolucionar o processo, com um tempo de recuperação mínimo e sem cicatrizes.

Geralmente, a cirurgia é tão complicada que só pode operar-se um pé de cada vez, para que o paciente não fique sem andar. Além disso, a operação exige anestesia geral e, quem é submetido a ela, fica impossibilitado de calçar sapatos normais por mais de um ano.


Porém, todo este cenário pode estar prestes a mudar. Joel Vernois, especialista do Sussex Orthopaedic NHS Treatment Centre, no Reino Unido, concebeu um procedimento pouco invasivo que combina os princípios básicos da cirurgia tradicional aos joanetes com métodos inovadores e que promete resolver o problema em meia hora.


Um procedimento pouco invasivo


O novo procedimento, feito sob anestesia local, consiste na realização de pequenas incisões – de apenas três milímetros – à volta do dedo grande do pé. Para isso, são utilizados instrumentos originalmente desenvolvidos para cirurgias à cabeça, ao rosto e ao pescoço – instrumentos muito finos, que rodam a alta velocidade para fazer cortes precisos e de dimensões reduzidas.


Depois, introduz-se no pé uma pequena broca e procede-se ao corte do primeiro metatarso – o osso que liga o dedo grande ao calcanhar. Posteriormente, o cirurgião utiliza um fio para recolocar o dedo grande do pé na posição correta, fixa-o com parafusos especialmente desenhados para não causarem dor, e remove o fio. Todo o processo é guiado por meio de raio-X, para que seja sempre possível ver o que se passa no interior do pé.


Apesar de esta ser uma cirurgia simples, Joel Vernois explicou ao Mail Online que “é muito importante que seja efetuada por um especialista que tenha grande experiência nas técnicas utilizadas nas cirurgias invasivas aos joanetes, visto que estas são a base do procedimento”.


Os métodos alternativos têm estado em “stand-by” durante algum tempo, uma vez que muitos cirurgiões ortopédicos apresentavam reservas por acreditarem que não preveniam o reaparecimento dos joanetes.


No entanto, Joel Vernois garante que esta técnica pioneira é superior à oferecida no passado. “Baseamo-nos na cirurgia tradicional, mas utilizamos uma nova tecnologia para efetuar o procedimento da forma menos invasiva possível. Assim, conseguimos manter a anatomia e a mecânica do pé e alcançar uma boa recuperação”, conclui.

Notícia em Boas Notícias
http://www.boasnoticias.pt/noticias_Nova-cirurgia-elimina-joanetes-sem-dor-nem-cicatrizes_8519.html
Acesso em 25 de outubro de 2011.

Seminário discute descobertas recentes da nanotecnologia

Com o objetivo de discutir a nanotecnologia, acontece de 25 a 27 de outubro, no Centro Universitário Metodista IPA, em Porto Alegre) o VIII Seminário Internacional de Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente. O encontro se propõe a discutir os progressos da potencialidade e riscos da nanotecnologia global e brasileira, promovendo o intercâmbio científico entre pesquisadores e estudantes de diferentes áreas além de debater como os estudos nanocientíficos e nanotecnológicos podem contribuir para a melhora da saúde, das atividades econômicas, da qualidade de vida nas cidades e do meio ambiente em geral.

O seminário, em seu caráter itinerante, visa potencializar as instituições locais e regionais, sendo também um espaço de socialização através de trocas e difusão científica tanto para um público especializado e não especializado. A atividade é uma continuidade da produção e socialização de conhecimentos interdisciplinares sobre nanociência e nanotecnologia que começou em no Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD), em São Paulo.

Na programação do dia 25 está a teleconferência internacional com a University of Oxford sobre nanomedicina, nanopartículas, nanoestruturas, ótica-eletrônica e biosensores ótica-eletrônica e biosensores e aplicações de nanopartículas numa variada gama de protetores solares para abastecer catalisadores aditivos e bio-rótulos. Ainda no primeiro dia o assunto abordado em mesa-redonda será nanofármacos, fármacos e nanocosméticos, fármacos, nutrição com surgimento de novos sistemas e a abertura solene com homenagem a Henrique Rattner, professor da USP e membro fundador da Rede Brasileira de pesquisa em nanotecnologia, sociedade e meio ambiente (Renanosoma), falecido em 2011.

No segundo dia, 26 de outubro, haverá a teleconferência internacional com Amigos da Terra – Austrália. Friends of the Earth Nanotechnology Project and Scott Kinnear, board member of Biological Farmers of Australia and owner of Organic Wholefoods e mesa redonda sobre energia, agricultura e nanotecnologia. O último dia, 27 de outubro, prevê como ponto de discussão a educação e engajamento público e cidades, sustentabilidades e nanotecnologia.


Notícia em CLICRBS
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/escolhacerta/19,0,3534871,Seminario-discute-descobertas-recentes-da-nanotecnologia.html
Acesso em 25 de outubro de 2011.

Cientistas pedem mudanças na regulamentação de plantas GM na Europa


Legislação desatualizada e sem embasamento científico impede avanço dos transgênicos no velho continente

Cientistas de diferentes universidades da Suécia publicaram uma petição online, por meio da qual buscam apoio para que sejam realizadas atualizações na legislação de biossegurança vigente na Europa, considerando a ciência como base para promover o desenvolvimento sustentável da agricultura e da silvicultura.

No texto que acompanha a petição, os pesquisadores afirmam não haver evidências cientificas de que os transgênicos apresentem mais risco aos consumidores ou ao meio ambiente do que as variedades convencionais. “A legislação foi formulada quando não havia dados suficientes, mas hoje nós já temos as informações”, ressaltam os cientistas. Eles pedem que a regulamentação dos organismos geneticamente modificados seja atualizada e se baseie em estudos e dados científicos, afastando-se de ideologias.

Embasamento científico

Os pesquisadores defendem que a aplicação do conhecimento científico tem sido dificultada pela legislação europeia no que diz respeito ao uso da engenharia genética. Tais regulamentos, segundo eles, impõem controles restritivos ao uso de variedades de plantas geneticamente modificadas, enquanto variedades resultantes de cruzamentos convencionais são liberadas sem nenhuma restrição.

Recentemente, a União Europeia divulgou o relatório “A decade of EU-funded GM research”, reunindo os resultados de pesquisas com organismos geneticamente modificados de 500 grupos de estudo independentes que receberam financiamento da Comissão Europeia. A conclusão, analisando os achados científicos, é que “os OGMs não oferecem por si mais riscos do que as plantas produzidas por melhoramento convencional.”

As restrições da Europa aos transgênicos afetam também os produtores do resto do mundo, afirmam os cientistas. “Pequenos centros de pesquisa e organizações em países do terceiro mundo também são privados de uma excelente ferramenta para produzir grãos GM melhores, em função do risco de serem excluídos do hostil mercado europeu.”

“Nosso desejo é que produtores do mundo todo possam cultivar sementes desenvolvidas para obter maior eficiência em uso de energia, de água e de defensivos, mas a legislação sobre engenharia genética atual impede isso”.

Até o momento, mais de 300 assinaturas já integram a solicitação, incluindo pesquisadores de instituições do mundo todo.

Fonte: Ipetitions- Outubro de 2011
Notícia em Conselho de Informações sobre Biotecnologia
http://www.cib.org.br/em_dia.php?id=1380
Acesso em 25 de outubro de 2011.

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Cientistas usam modelo em 3D para estudar o vírus do sarampo

Proteína pode ter papel fundamental na replicação do micro-organismo. Estudo foi divulgado na revista científica norte-americana 'PNAS'.

Do G1, em São Paulo
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Modelo do vírus em 3D (Foto: Reprodução) 

 
                Modelo do vírus em 3D (Foto: Reprodução)
 
Uma equipe do Instituto de Biotecnologia da Univesidade de Helsinki, na Finlândia, criou um modelo 3D para representar o vírus responsável por causar sarampo em humanos. Para os especialistas, o novo modelo ajuda na compreensão de aspectos da vida do micro-organismo que antes passavam despercebidos.

O estudo foi divulgado na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

O sarampo é uma doença altamente contagiosa e responsável pela morte de mais de 100 mil pessoas por ano no mundo.

Segundo as últimas estatísticas da Organização Mundial da Saúde, 33 países na Europa reportaram casos confirmados de contaminação pelo vírus em 2011. No caso da Finlândia, a maior parte das infecções ocorreu por exposição das crianças a agentes externos, já que o país administra vacinas eficientes contra a doença logo na infância.

O vírus do sarampo pertence a um grupo de vírus que contém uma proteína vital à relação do micro-organismo com a célula que infecta. O grupo de pesquisa finlandês mostrou que essa proteína forma "tubos" ao redor do genoma do vírus. Para os cientistas, a estrutura formada a partir daí ajudaria na replicação do vírus e no movimento do genoma do micro-organismo pela célula contaminada.

A estrutura do vírus do sarampo é parecida com a de outros agentes causadores de doenças como gripe e a bronquite aguda, segundo a equipe, que vai continuar os estudos com outros micro-organismos para estudar outros detalhes moleculares que possam levar ao desenvolvimento de novas drogas antiviral.

saiba mais
 
Notícia em G1
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/10/cientistas-usam-modelo-em-3d-para-estudar-o-virus-do-sarampo.html
Acesso em 25 de outubro de 2011.