O maior baluarte do ceticismo em relação à Homeopatia é a crítica às altas diluições dos medicamentos homeopáticos. Submetidos a sucessivas dinamizações e a uma diluição progressiva, o medicamento homeopático pode chegar a um ponto em que não se encontram mais as moléculas da substância que originou a solução. A bioquímica e a física newtoniana não aceitam que uma solução de tal natureza possa exercer algum efeito sobre a fisiologia orgânica e afirmam que o medicamento homeopático é feito de nada.
Todavia, recentemente a Homeopatia recebeu grande suporte de vários renomados cientistas, entre eles dois laureados pelo Prêmio Nobel.
O Dr. Luc Montagnier, virologista francês que ganhou o Prêmio Nobel de Medicina em 2008 por ter descoberto o virus da AIDS, surpreendeu a comunidade científica com um poderoso suporte para a medicina homeopática. Em uma memorável entrevista concedida à revista Science, de 24 de Dezembro de 2010 (1) o Prof. Dr. Montanier, que é também fundandor e presidente da World Foundation for AIDS Research and Prevention, afirmou: “Eu não posso dizer que a Homeopatia está certa em tudo. O que eu posso dizer agora é que as altas diluições (usadas na Homeopatia) estão certas. Altas diluições de uma substância não são ‘um nada’. Elas são estruturas de água que mimetizam as moléculas originais.” Nesta entrevista, Montagnier explicava sua mais recente pesquisa, conduzida em parceria com um grupo de investigadores renomados, que demonstrou ondas eletromagnéticas emanadas do DNA altamente diluído de vários patógenos. Ele atesta: “Nós observamos que o DNA produz mudanças estruturais na água, que persistem mesmo nas altíssimas diluições, conduzindo sinais de eletromagnéticos ressonantes que podemos medir.”
Montagnier afirma que essas observações vão levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para muitas doenças crônicas, incluindo – mas não se limitando a – a Doença de Alzheimer, o Mal de Parkinson, a esclerose múltipla, o autismo, entre outras. Ele escreveu pela primeira vez sobre esses impressionantes achados em 2009 (17) e então, em meados de 2010, ele palestrou em um prestigiado encontro de colegas laureados pelo Prêmio Nobel, onde ele expressou interesse pela Homeopatia a as implicações desse sistema de medicina (18).
Outro valioso suporte destaca-se no parecer do Dr. Brian David Josephson, Ph.D, Emérito Professor da Cambridge University, na Inglaterra, ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1973. Ele afirma que as críticas à Homeopatia, centradas em torno do número de partículas encontradas na solução após as sucessivas diluições, estão fora da questão, uma vez que a homeopatia preconiza que os efeitos dos seus remédios são atribuídos não a moléculas presentes, mas sim a modificações na estrutura da água impressas pela substância inicial.
Segundo Dr. Josephson, uma análise simplista de uma mente condicionada à física mecânica pode sugerir que a água, sendo um fluido, não poderia ter uma estrutura capaz de reter informações. Todavia, estudos conduzidos em torno dos cristais líquidos, que fluem como um líquido comum e ao mesmo tempo mantém uma estrutura ordenada através de distâncias macroscópicas, mostram as limitações daquele modo de pensar.
Dr. Josephson conclui: “Não existem, até o máximo do meu conhecimento, quaisquer refutações à Homeopatia que persistam depois que este ponto é levado em consideração.”
Tanto Montagnier quanto Josephson fizeram referências a outro renomado cientista que defende a Homeopatia: o Dr. Jaques Benveniste. Este respeitado imunologista francês conduziu um estudo, reproduzido em três outros laboratórios universitários e publicado na Revista Nature (19), no qual doses extremamente diluídas de substâncias foram capazes de criar efeitos sobre células brancas do sangue chamadas de basófilos. Montagnier considera Benveniste um verdadeiro “Galileu moderno”, que estava muito à frente do seu tempo e que também sofreu ataques por postular temas médicos e científicos que os ortodoxos enganosamente negligenciaram, ridicularizaram e até mesmo demonizaram.
Numa outra linha dessa confirmação maciça da Homeopatia, um novo estudo conduzido no respeitado Indian Institutes of Technology confirmou a presença de “nanopartículas” da substância original mesmo em diluições extremamente altas. Os pesquisadores demonstraram por Microscopia Eletrônica de Transmissão (TEM), difração de elétrons e Espectrometria de Emissão Atômica/ Plasma Acoplado Indutivo (ICP-AES), a presença de entidades físicas nessas diluições extremas (24).
Devemos aqui ressaltar que a maioria dos estudos clínicos com medicamentos homeopáticos que foram publicados em jornais científicos demonstraram resultados clínicos positivos (3, 4), especialmente no tratamento de alergias respiratórias (5, 6), influeza (7), fibromialgia (8. 9), artrite reumatóide (10), diarréias da infância (11), recuperação no pós-operatório de cirurgias abdominais (12), déficit de atenção (13) e redução dos efeitos colaterais dos tratamentos oncológicos convencionais (14).
Embora a Homeopatia persista contra grandes resistências durante mais de 200 anos em todo o mundo, sendo a medicina complementar mais usada pelos médicos europeus; apesar de todas as confirmações científicas apresentadas e de ser considerada Especialidade Médica no Brasil, a maioria dos médicos e cientistas convencionais expressam uma posição crítica sobre sua eficácia, devido às diluições extremamente altas dos medicamentos usados.
O ceticismo em relação a qualquer tema é importante para a evolução da ciência e da medicina. Entretanto, citando o Nobelista Brian Josephson, muitos cientistas parecem ter uma “descrença patológica” em certos temas, o que vem criando ultimamente uma atitude insalubre e anticientífica destinada a bloquear a verdade e a ciência.
Para concluir, deixo uma frase de Dana Ullman, Mestre em Saúde Pública nos EUA: “À luz destas novas pesquisas, pode-se agora afirmar que qualquer pessoa que diga ou sugira que os medicamentos homeopáticos são feitos de nada é simplesmente um desinformado ou não está sendo honesto.” (*)
(*) Todas as referências encontram-se na matéria:
(*) Todas as referências encontram-se na matéria:
Ullman, Dana. Luc Montagnier, Nobel Prize Winner, Takes Homeopathy Seriously.
http://avilian.co.uk/2011/01/luc-montagnier-nobel-prize-winner-takes-homeopathy-seriously/
Notícia em Dhyana Yoga
http://www.dhyanayoga.com.br/site/artigos/medicina-ayurvedica/ganhadores-do-premio-nobel-dao-suporte-a-homeopatia/Acesso em 30 de agosto de 2011.
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