Plataforma Mais Saúde mostra uma «profunda preocupação» com atitude dos hospitais e garante, «se for preciso», recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem
Por: Redacção / IPL | 15- 9- 2011 17: 0
Alguns hospitais públicos estão a recusar ou a dificultar o acesso dos doentes aos medicamentos biológicos fornecidos nas farmácias hospitalares por serem muito caros. A «Plataforma Mais Saúde» considera a situação «muito preocupante», noticia a Lusa.
Em causa, um fármaco com elevada eficácia no tratamento de doentes inflamatórios auto-imunes, como doentes com artrite reumatoide ou espondilite anquilosante, que tem sido recusado ou dificultado «já a vários doentes» por alguns hospitais. É um acto «desumano», afirmou a porta-voz da Plataforma, Arsisete Saraiva.
A responsável pela organização que representa mais de 400 mil doentes revelou que já enviou, na quarta-feira, uma carta ao ministro da Saúde que mostra «profunda preocupação» sobre a situação do acesso aos medicamentos. A mesma carta foi também enviada ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e aos grupos parlamentares.
O caso de um doente de Ponte de Sôr foi dado como exemplo por Arsisete Saraiva. O paciente levantava o seu medicamento no hospital de Faro e viu-se obrigado a deslocar-se dez vezes à unidade de saúde até que lhe dessem o remédio biológico.
Os hospitais revelam que são normas das administrações e alguns justificam a dificuldade de fornecimento com o elevado custo dos medicamentos, contou a porta-voz da Plataforma.
Apesar de serem prescritos pelos médicos aos pacientes com base em critérios de gravidade de doença e fornecidos de forma gratuita pelas farmácias hospitalares, os fármacos biológicos são pagos pelas Administrações Regionais de Saúde (ARS).
Em alguns hospitais, os medicamentos nem são fornecidos na sua totalidade. Os médicos prescrevem uma determinada quantidade, mas a farmácia hospitalar só fornece uma parte.
«É a mesma coisa que ir a uma farmácia normal comprar uma caixa de aspirinas com três paletes e darem-lhe só uma palete, obrigando o doente a voltar dias mais tarde para buscar o restante», sustentou Arsisete Saraiva, relembrando que a lei não permite ao farmacêutico hospitalar alterar a quantidade de medicamento prescrito pelo médico.
«Estamos dispostos a dialogar, mas se for preciso iremos ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem», garantiu a responsável para que seja defendido o direito dos doentes no acesso às terapêuticas biológicas.
Temendo que o Governo se esteja a preparar para introduzir formalmente restrições à dispensa destes medicamentos, a Plataforma espera ser recebida em breve pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo.
Os fármacos biológicos permitem ao doente manter uma vida activa, evitando baixas por doença e reformas antecipadas por invalidez, defende a Plataforma.
Em causa, um fármaco com elevada eficácia no tratamento de doentes inflamatórios auto-imunes, como doentes com artrite reumatoide ou espondilite anquilosante, que tem sido recusado ou dificultado «já a vários doentes» por alguns hospitais. É um acto «desumano», afirmou a porta-voz da Plataforma, Arsisete Saraiva.
A responsável pela organização que representa mais de 400 mil doentes revelou que já enviou, na quarta-feira, uma carta ao ministro da Saúde que mostra «profunda preocupação» sobre a situação do acesso aos medicamentos. A mesma carta foi também enviada ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e aos grupos parlamentares.
O caso de um doente de Ponte de Sôr foi dado como exemplo por Arsisete Saraiva. O paciente levantava o seu medicamento no hospital de Faro e viu-se obrigado a deslocar-se dez vezes à unidade de saúde até que lhe dessem o remédio biológico.
Os hospitais revelam que são normas das administrações e alguns justificam a dificuldade de fornecimento com o elevado custo dos medicamentos, contou a porta-voz da Plataforma.
Apesar de serem prescritos pelos médicos aos pacientes com base em critérios de gravidade de doença e fornecidos de forma gratuita pelas farmácias hospitalares, os fármacos biológicos são pagos pelas Administrações Regionais de Saúde (ARS).
Em alguns hospitais, os medicamentos nem são fornecidos na sua totalidade. Os médicos prescrevem uma determinada quantidade, mas a farmácia hospitalar só fornece uma parte.
«É a mesma coisa que ir a uma farmácia normal comprar uma caixa de aspirinas com três paletes e darem-lhe só uma palete, obrigando o doente a voltar dias mais tarde para buscar o restante», sustentou Arsisete Saraiva, relembrando que a lei não permite ao farmacêutico hospitalar alterar a quantidade de medicamento prescrito pelo médico.
«Estamos dispostos a dialogar, mas se for preciso iremos ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem», garantiu a responsável para que seja defendido o direito dos doentes no acesso às terapêuticas biológicas.
Temendo que o Governo se esteja a preparar para introduzir formalmente restrições à dispensa destes medicamentos, a Plataforma espera ser recebida em breve pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo.
Os fármacos biológicos permitem ao doente manter uma vida activa, evitando baixas por doença e reformas antecipadas por invalidez, defende a Plataforma.
Notícia em TVi24
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/medicametos-biologicos-farmacos-hospitais-plataforma-mais-saude-doentes-tvi24/1280554-4071.htmlAcesso em 15 de setembro de 2011.
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