Fernando Augusto
A busca pelo corpo perfeito faz do Brasil um dos principais consumidores de medicamentos emagrecedores no mundo. No entanto, o uso indiscriminado de substâncias como a sibutramina chama atenção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deve decidir na última semana deste mês sobre a proibição ou não dessa substância e outras três inibidoras de apetite: anfepramona, femproporex e mazindol.
Com a quebra de patente há três anos, a sibutramina se popularizou. Antes, era vendida com os nomes comerciais Reductil, Plenty, entre outros. A venda só pode ser feita mediante prescrição médica, mas é fácil encontrar a droga em sites na internet.
O endocrinologista Roberto Tomimura, do Instituto Bem Estar, de Osasco, explica que, dos inibidores de apetite, “a sibutramina é a substância que foi mais estudada e por isso é mais segura”. “A gente sabe exatamente quem pode usar e para quem é contra-indicada”, diz.
Pessoas com risco cardiovascular ou que já tiveram infarto e derrame não podem usar o medicamento, explica.
A sibutramina age no sistema nervoso central, onde reduz a recaptação dos neurotransmissores responsáveis pelo apetite e saciedade.
O Brasil consome 55% de toda a sibutramina produzida no mundo, segundo a Anvisa. Dados de instituições internacionais revelam consumo de cinco toneladas no país em 2009.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) é contra a proibição. A alegação é a perda de autonomia dos médicos, o crescimento da obesidade no Brasil, entre outras. Tomimura concorda: “Não se pode deixar na mão de técnicos essa decisão. A própria Anvisa já restringiu a prescrição dos medicamentos somente para endocrinologistas”, diz.
A busca pelo corpo perfeito faz do Brasil um dos principais consumidores de medicamentos emagrecedores no mundo. No entanto, o uso indiscriminado de substâncias como a sibutramina chama atenção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que deve decidir na última semana deste mês sobre a proibição ou não dessa substância e outras três inibidoras de apetite: anfepramona, femproporex e mazindol.
Com a quebra de patente há três anos, a sibutramina se popularizou. Antes, era vendida com os nomes comerciais Reductil, Plenty, entre outros. A venda só pode ser feita mediante prescrição médica, mas é fácil encontrar a droga em sites na internet.
O endocrinologista Roberto Tomimura, do Instituto Bem Estar, de Osasco, explica que, dos inibidores de apetite, “a sibutramina é a substância que foi mais estudada e por isso é mais segura”. “A gente sabe exatamente quem pode usar e para quem é contra-indicada”, diz.
Pessoas com risco cardiovascular ou que já tiveram infarto e derrame não podem usar o medicamento, explica.
A sibutramina age no sistema nervoso central, onde reduz a recaptação dos neurotransmissores responsáveis pelo apetite e saciedade.
O Brasil consome 55% de toda a sibutramina produzida no mundo, segundo a Anvisa. Dados de instituições internacionais revelam consumo de cinco toneladas no país em 2009.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) é contra a proibição. A alegação é a perda de autonomia dos médicos, o crescimento da obesidade no Brasil, entre outras. Tomimura concorda: “Não se pode deixar na mão de técnicos essa decisão. A própria Anvisa já restringiu a prescrição dos medicamentos somente para endocrinologistas”, diz.
“Médicos têm de se sujeitar às leis”
Em entrevista no último dia 2, o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, negou que o governo esteja interferindo no livre exercício da atividade dos médicos.
“Compreendo a preocupação da classe médica com as opções terapêuticas disponíveis para seus pacientes. No entanto, é dever do Estado assegurar que a população brasileira tenha acesso a medicamentos seguros e eficazes. Os médicos têm total autonomia para prescrever medicamentos, o que não significa dizer que não devam se sujeitar às leis do país”, ponderou.
Faltam estudos
O endocrinologista Roberto Tomimura diz que outras substâncias inibidoras de apetite, como a anfepramona, de nome comercial Dualid, não têm os estudos necessários para uso totalmente seguro.
Em entrevista no último dia 2, o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, negou que o governo esteja interferindo no livre exercício da atividade dos médicos.
“Compreendo a preocupação da classe médica com as opções terapêuticas disponíveis para seus pacientes. No entanto, é dever do Estado assegurar que a população brasileira tenha acesso a medicamentos seguros e eficazes. Os médicos têm total autonomia para prescrever medicamentos, o que não significa dizer que não devam se sujeitar às leis do país”, ponderou.
Faltam estudos
O endocrinologista Roberto Tomimura diz que outras substâncias inibidoras de apetite, como a anfepramona, de nome comercial Dualid, não têm os estudos necessários para uso totalmente seguro.
Notícia em Visão Oeste
http://www.visaooeste.com.br/cidades/405_venda_de_emagrecedores_pode_ser_proibida.htmlAcesso em 11 de setembro de 2011.
Nenhum comentário:
Postar um comentário