Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
17/08/2011 | 19h16 | Genoma
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Pela primeira vez, cientistas estão usando computadores e informações sobre o genoma humano para prever novos usos de remédios já existentes, em um estudo financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA. Num primeiro momento, os pesquisadores se concentraram nas relações entre 100 doenças e 164 drogas. Um programa de computador percorreu milhares de possíveis combinações droga-doença em busca de padrões nas expressões genéticas nos quais uma cancelasse a outra, isto é, se uma doença aumentasse a atividade de determinados genes, o programa tentava combiná-la com um ou mais remédios que diminuíssem a atividade destes mesmos genes.
Os resultados da pesquisa, liderada por Atul J. Butte, da Universidade de Stanford, foram publicados nesta quarta-feira na edição eletrônica da revista “Science Translational Medicine”. Muitas das combinações encontradas já eram conhecidas e já estão em uso clínico, o que reforça a validade da abordagem. Um dos exemplos é a predinisolona, que o programa indicou para o tratamento da Doença de Crohn, para a qual já é a terapia padrão.
Outras combinações, no entanto, foram verdadeiras surpresas. Butte e sua equipe decidiram aprofundar a análise de duas delas: um remédio contra úlcera (cimetidina) que foi associado ao câncer de pulmão; e um medicamento anticonvulsivo (topiramato) que foi combinado com a síndrome do cólon irritável, que inclui a Doença de Crohn.
Para confirmar a ligação cimetidina-câncer de pulmão, os pesquisadores testaram sua ação sobre células cancerosas humanas cultivadas em laboratório e outras implantadas em camundongos. Em ambos casos, a droga mostrou-se eficaz na desaceleração do crescimento das células cancerosas quando comparadas a grupos de controle que não receberam a medicação.
Já para testar como o anticonvulsivo tinha efeito sobre a síndrome do cólon irritável, os cientistas administraram a droga em ratos que tinham os sintomas da condição, como diarreia, inflamação, úlceras e danos microscópicos no cólon. O topiramato não só levou a uma redução dos sintomas como algumas vezes se mostrou mais eficaz que a predinisolona.
O estudo também trouxe mais uma descoberta fundamental. Os cientistas notaram que doenças com processos moleculares similares (por exemplo, que afetem o sistema imunológico) eram agrupadas na análise computacional, assim como os remédios com efeitos semelhantes (como os desaceleravam a divisão celular). Os pesquisadores acreditam que ao estudar esses agrupamentos podem aprender mais sobre como algumas doenças progridem e como alguns remédios atuam no nível molecular.
"Este trabalho ainda está em um estágio inicial, mas é uma promissora prova para uma abordagem criativa, rápida e barata para a descoberta de novos usos para drogas que já temos em nosso arsenal terapêutico", avaliou Rochelle M. Long, diretora da rede de Pesquisas Farmacológicas dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.
Da Agência O Globo
Os resultados da pesquisa, liderada por Atul J. Butte, da Universidade de Stanford, foram publicados nesta quarta-feira na edição eletrônica da revista “Science Translational Medicine”. Muitas das combinações encontradas já eram conhecidas e já estão em uso clínico, o que reforça a validade da abordagem. Um dos exemplos é a predinisolona, que o programa indicou para o tratamento da Doença de Crohn, para a qual já é a terapia padrão.
Outras combinações, no entanto, foram verdadeiras surpresas. Butte e sua equipe decidiram aprofundar a análise de duas delas: um remédio contra úlcera (cimetidina) que foi associado ao câncer de pulmão; e um medicamento anticonvulsivo (topiramato) que foi combinado com a síndrome do cólon irritável, que inclui a Doença de Crohn.
Para confirmar a ligação cimetidina-câncer de pulmão, os pesquisadores testaram sua ação sobre células cancerosas humanas cultivadas em laboratório e outras implantadas em camundongos. Em ambos casos, a droga mostrou-se eficaz na desaceleração do crescimento das células cancerosas quando comparadas a grupos de controle que não receberam a medicação.
Já para testar como o anticonvulsivo tinha efeito sobre a síndrome do cólon irritável, os cientistas administraram a droga em ratos que tinham os sintomas da condição, como diarreia, inflamação, úlceras e danos microscópicos no cólon. O topiramato não só levou a uma redução dos sintomas como algumas vezes se mostrou mais eficaz que a predinisolona.
O estudo também trouxe mais uma descoberta fundamental. Os cientistas notaram que doenças com processos moleculares similares (por exemplo, que afetem o sistema imunológico) eram agrupadas na análise computacional, assim como os remédios com efeitos semelhantes (como os desaceleravam a divisão celular). Os pesquisadores acreditam que ao estudar esses agrupamentos podem aprender mais sobre como algumas doenças progridem e como alguns remédios atuam no nível molecular.
"Este trabalho ainda está em um estágio inicial, mas é uma promissora prova para uma abordagem criativa, rápida e barata para a descoberta de novos usos para drogas que já temos em nosso arsenal terapêutico", avaliou Rochelle M. Long, diretora da rede de Pesquisas Farmacológicas dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.
Da Agência O Globo
Notícia em: Pernambuco.com
Acesso em: 18 de agosto de 2011.
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