terça-feira, 16 de agosto de 2011

* Fitomedicamento contra a gastrite e sintomas associados é aprovado pela Anvisa

À base de Schinus terebinthifolius o novo medicamento tem ação cicatrizante da mucosa gastrointestinal, anti-inflamatória e antimicrobiana

A Hebron Farmacêutica obteve junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a aprovação do fitomedicamento indicado para gastrite. À base de Schinus terebinthifolius, uma planta brasileira, o fitomedicamento é uma revolução no tratamento da gastrite e sintomas associados pois possui evidência científica na cicatrização da mucosa gastrointestinal, atividade anti-inflamatória e antimicrobiana. Comparado aos medicamentos tradicionalmente utilizados no tratamento de gastrite, como os Inibidores da Bomba de Prótons (IBPs), o Kios, como será chamado comercialmente, não apresentou os efeitos colaterais típicos como náuseas,, azia e dor epigástrica.

Para comparar a eficácia, a Universidade de Pernambuco realizou estudos clínicos com 72 voluntários com gastrite moderada. O estudo foi publicado na revista da Sociedade Brasileira de Gastroenterologia, na edição de outubro/dezembro de 2010. Os pacientes tratados com o fito à base de Schinus terebinthifolius tiveram 86,4% de melhora das náuseas e os tratados com o IBP apresentaram 72,2%. A dor epigástrica também melhorou em 84,4% para quem tomou o fitomedicamento, enquanto os demais alcançaram 72,7%. E a incômoda azia, melhorou 79,4% nos pacientes que usaram o fitomedicamento, contra 71,4% de melhora apresentada nos demais pacientes que tomaram o IBP.

Quanto à melhora da doença em si, 64,3% dos que possuíam a gastrite moderada apresentaram significativa melhora, sendo 2,3 vezes maior que os tratados com o inibidor. Além disso, observou-se que 5,3% dos pacientes tratados com o fitoterápico apresentaram desaparecimento total da lesão da mucosa na endoscopia, enquanto não houve resultado significativo no grupo tratado com medicamento do tipo IBPs.

O novo medicamento foi desenvolvido nos últimos oito anos em parceria com duas universidades e um hospital brasileiro. A parte farmacotécnica teve o apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN); os estudos pré-clínicos foram efetuados em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); e os ensaios clínicos realizados no Hospital das Clínicas da Universidade de Pernambuco.

Segundo o assessor médico da Hebron Farmacêutica, Dr. Severino Santos, o objetivo do tratamento com o fitoterápico é melhorar a qualidade de vida dos pacientes, proporcionando alívio rápido aos sintomas associados à gastrite como dor, azia, saciedade precoce e náuseas, além de reduzir os danos ao tecido da mucosa do estômago. “Além disso, trata-se de um fitomedicamento de baixo custo, fácil acesso, podendo ser usado por um período mais prolongado, sem apresentar complicações da mucosa gástrica, conhecidas dos tratamentos atuais.

Para desenvolver o novo fitoterápico, a Hebron Farmacêutica investiu cerca de R$ 2,25 milhões. Com previsão de chegada nas farmácias do país ainda este mês, o fito é uma nova opção de tratamento para um mercado que há mais de 20 anos não apresenta grandes inovações.

No Brasil, o preço médio da caixa do fitomedicamento com 7 comprimidos será cerca de R$ 13,50. Também estarão disponíveis caixas com 14 e 28 comprimidos. De acordo com a IMS Health, o mercado de gastrite cresce em torno de 30% ao ano desde 2009 e movimenta R$ 1 bilhão.

Box

Evolução dos tratamentos de dispepsias e gastrites:

Antiácidos (AA)
 
Da classe dos redutores da acidez gástrica, os antiácidos foram os primeiros medicamentos para o tratamento de gastrites e dispepsias. Os mais usados incluem a associação de hidróxidos de magnésio e de alumínio, utilizado após as refeições ou quando o paciente se queixa de queimação epigástrica ou retroesternal. Não são indicados para uso prolongado.

Bloqueadores do Receptor H2 da Histamina (BH2)
 
Drogas como cimetidina, ranitidina, famotidina e nizatidina, apresentam eficácia semelhante aos antiácidos quando utilizadas em doses equivalentes, porém com restrições ao uso contínuo.


Inibidores da Bomba de Prótons (IBPs)
 
A terceira classe são os IBPs. Apesar de potentes e mais utilizados, são drogas mais onerosas, atualmente disponíveis para redução da acidez gástrica. Além do fator custo. os IBPs apresentam restrições ao uso contínuo.
Fitomedicamento à base de Schinus terebinthifolius
 
Após 20 anos sem grandes lançamentos para combater a gastrite e seus sintomas, surge uma nova categoria de produtos com a mesma eficácia, sem apresentar efeitos colaterais e sem restrições ao uso contínuo. O fitomedicamento da Hebron não contém açúcar como os remédios da classe “prazol”. 
 
Notícia em: Monte Castelo Idéias
http://www.montecastelo-ideias.com.br/release.asp?id=528&idcliente=49
Acesso em: 16/08/2011

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