Por Alex Bicca, Ascom/Funesa
Garantir a adesão dos usuários ao tratamento e diminuir os custos com internações desnecessárias. Esses são alguns dos objetivos do serviço de Atenção Farmacêutica que será implementado nas três unidades das Farmácias Populares do Brasil, localizadas em Estância, Glória e Propriá, administradas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa).
O primeiro passo para implantação do serviço foi dado no sábado, 6, com a palestra do professor Divaldo Lyra Junior, que coordena o Laboratório de Ensino e Pesquisa em Farmácia Social da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O encontro ocorreu no auditório da Escola Técnica do SUS (ETSUS) e reuniu os farmacêuticos das Farmácias Populares e alunos de mestrado e doutorado da UFS, além da direção da Funesa.
De acordo com Divaldo, o uso inadequado ou a associação errada de medicamentos é responsável por um número significativo de internações hospitalares ou a utilização de outros serviços de saúde pública. “Há poucos estudos no Brasil, mas a Reforma do Sistema Sanitário, que ocorre atualmente nos Estados Unidos, está baseada na questão do uso inadequado dos medicamentos”, informa.
A coordenadora iterina das Farmácias Populares do Brasil no Estado, Eulália Victor entende que o serviço é muito importante para a população. “É uma forma de incentivar os pacientes a não abandonarem o tratamento”, explica. De acordo com Eulália, os próximos passos para a implantação da Atenção Farmacêutica nas Farmácias Populares passam pela qualificação dos profissionais e a aquisição de livros e equipamentos.
Segundo a diretora geral da Funesa, Cláudia Menezes, essa proximidade com a universidade é muito importante. “Queremos aprofundar a parceria com a UFS para qualificarmos o serviço e, ao mesmo tempo, disponibilizarmos espaços para que a academia desenvolva suas pesquisas. É uma via de mão dupla”, entende.
Humanização
Para Cláudia, a Atenção Farmacêutica é mais um passo na humanização dos serviços de saúde. “Ainda estamos trabalhando no nível do acesso aos serviços de saúde. Com a Atenção Farmacêutica é um passo além do acesso. Podemos desenvolver a equidade, a humanização do cuidado, a efetividade, porque não é só dar o medicamento, o paciente tem uma orientação de uso para que o resultado seja satisfatório e reduza os riscos”, exemplifica.
Humanização
Para Cláudia, a Atenção Farmacêutica é mais um passo na humanização dos serviços de saúde. “Ainda estamos trabalhando no nível do acesso aos serviços de saúde. Com a Atenção Farmacêutica é um passo além do acesso. Podemos desenvolver a equidade, a humanização do cuidado, a efetividade, porque não é só dar o medicamento, o paciente tem uma orientação de uso para que o resultado seja satisfatório e reduza os riscos”, exemplifica.
O professor Divaldo diz que o serviço é o “personal trainer” do uso de medicamentos. “É um atendimento personalizado, individualizado, onde o farmacêutico se preocupa em atender as necessidades de cada paciente. Isso faz com que o paciente se sinta acolhido e ele vai ser educado para que ele adquira empoderamento, se torne autônomo e responsável pela sua saúde e, consequentemente, viva melhor”, aponta.
Notícia em: Secretária de Saúde de Sergipe (site) -Portal da Saúde - http://www.ses.se.gov.br/index.php?act=leitura&codigo=6682 - acesso em 15 de agosto de 2011.
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