Pesquisa pode acabar com o uso dos remédios para rejeição
por New ScientistAs pessoas que recebem um transplante de rim geralmente enfrentam uma restrição durante toda a vida: têm de tomar remédios que impedem que seu corpo rejeitem o novo órgão. Mas, uma nova terapia celular desenvolvida na Universidade de Stanford pode mudar isso.
O estudo, desenvolvido pelo pesquisador Samuel Strober, consiste em colocar glóbulos brancos do doador ao paciente que recebeu o rim para barrar a rejeição.
O estudo, desenvolvido pelo pesquisador Samuel Strober, consiste em colocar glóbulos brancos do doador ao paciente que recebeu o rim para barrar a rejeição.
Paciente com rim transplantado pode ficar livre da medicação para rejeição, diz estudo//Crédito: gettyimages
Cerca de 10 dias após o transplante, foram injetados nos pacientes glóbulos brancos extraídos do doador de rim, junto com células que podem se multiplicar e se tornar parte do próprio sistema imunológico do receptor.
Uma vez que os glóbulos brancos do doador se misturam ao sistema imunológico da pessoas que recebeu o órgão, eles barram o ataque do sistema imunológico.
Liberdade
Depois de um mês, a primeira das duas drogas imunodepressivas foram retiradas dos pacientes. A segunda foi abandonada seis meses depois.
Oito dos 12 pacientes analisados conseguiram ficar livres do tratamento contra a rejeição por até três anos. Os outros quatros ainda tomam os medicamentos, mas são monitorados para ver quando podem ficar livres.
Oito dos 12 pacientes analisados conseguiram ficar livres do tratamento contra a rejeição por até três anos. Os outros quatros ainda tomam os medicamentos, mas são monitorados para ver quando podem ficar livres.
Lista de espera
A terapia não pode ser usada para aqueles pacientes que receberam doação de um parente próximo. Mas, segundo Strobber, o regime funciona com as pessoas que receberam o rim de um desconhecido.
Novo método pode ajudar a diminuir a lista de espera para transplante, diz pesquisador.
// Crédito: gettyimages
A expectativa é que o novo método possa contribuir para aumentar o número de órgãos disponíveis para transplante. Apesar de 17 mil pessoas receberem rins nos EUA, todos os anos, mais de 400 mil estão na lista de espera e dependem da máquina de diálise. Uma das dificuldades para os pacientes, é a falta de rins compatíveis para o transplante.
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>> Cientistas desenvolvem rim implantável
Notícia em Revista Galileu
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI271468-17770,00-PESSOAS+QUE+TIVERAM+RINS+TRANSPLANTADOS+PODEM+SE+LIVRAR+DE+MEDICACAO.htmlAcesso em 09 de outubro de 2011.
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