Américo Saint’Clair de Castro foi um dos primeiros farmacêuticos da cidade. O seu estabelecimento ficava na rua Augusto César, esquina com a rua Barão de Camargos, hoje seria em frente a um estabelecimento de ensino que existe na esquina do outro lado. Chamava-se Farmácia Americana.
Nasceu em Ouro Preto, no dia 25 de setembro de 1855. Fez seus primeiros estudos naquela cidade e lá casou-se com Arminda Prata de Castro. Logo depois, veio para São Pedro de Uberabinha onde se estabeleceu. Em 1892 foi nomeado Delegado de Polícia Municipal.
Nessa atividade, viveu um episódio quase trágico quando se dispôs a colocar ordem nos desentendimentos e violências ocorridos entre os trabalhadores encarregados de instalar rede telegráfica rumo ao Oeste do país que estavam acampados numa área próxima de onde foi posteriormente o Patronato do Rio das Pedras.
Posto a correr, com seus dois ou três soldados, pelos operários que eram dezenas, Castro voltou à cidade e reunia amigos para retornar quando foi surpreendido pelos acampados. Refugiou-se no interior da igreja de Nossa Senhora do Carmo, que ficava onde é a Biblioteca Municipal. Os revoltosos se preparavam para derrubar a porta do templo e apanhar o delegado, quando João Bernardes de Souza, proprietário do Hotel do Comércio, que ficava na praça, interveio e conseguiu dissuadir os trabalhadores daquele intento.
Foi eleito vereador, tendo tomado posse e assumido suas funções em 1898. Antes, em 1896, iniciou-se na Loja Maçônica Luz e Caridade, no dia de sua fundação, 20 de agosto.
Sendo a loja fundada por maçons do Rio de Janeiro e de Uberaba, tão logo os novos obreiros tiveram condição, os instaladores voltaram. Deixaram a loja entregue à direção de Américo Saint’Clair de Castro.
Castro, foi, portanto, o responsável pela fixação da maçonaria em Uberlândia, principalmente se considerarmos que havia pouquíssimos maçons na cidade. A loja abrigava, como abriga, pessoas independentemente de sua preferência política ou religiosa, mas havia na cidade um clima de revolta na política local que levou a Câmara toda a renunciar.
Castro, foi, portanto, o responsável pela fixação da maçonaria em Uberlândia, principalmente se considerarmos que havia pouquíssimos maçons na cidade. A loja abrigava, como abriga, pessoas independentemente de sua preferência política ou religiosa, mas havia na cidade um clima de revolta na política local que levou a Câmara toda a renunciar.
Quando faleceu, em 1910, vítima de tuberculose, o jornal “O Progresso”, adversário político do falecido, fez-lhe elogioso necrológio, louvando sua seriedade e seu respeito a todos.
Como primeiro Venerável Mestre de uma Loja Maçônica que permanece ativa até hoje, bem merecia Américo Saint’Clair de Castro o nome de uma rua da cidade.
Fontes: Tito Teixeira, Atas da LM Luz e Caridade, jornal O Progresso.
Notícia em Correio de Uberlândia
http://www.correiodeuberlandia.com.br/cronicasdacidade/2011/10/09/a-historia-de-vida-de-americo-saintclair/Acesso em 09 de outubro de 2011.
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